Postagem afirma que William Stevenson foi preso por homicídio; não há confirmação em fontes confiáveis.

Boato sobre prisão de ex-marido de Jill Biden é não verificado

Alegação sobre prisão de William Stevenson, ex-marido de Jill Biden, não foi confirmada por veículos ou comunicados oficiais até 04/02/2026.

Alerta sobre alegação envolvendo ex-marido de Jill Biden

Uma publicação que circulou nas redes sociais afirma que William Stevenson, ex-marido da primeira-dama americana Jill Biden, teria sido preso no Condado de New Castle, Delaware, sob suspeita de matar a atual esposa. A peça tem sido compartilhada em mensagens e postagens, mas não contém links para boletins policiais ou reportagens de veículos de referência.

Segundo análise da redação do Noticioso360, com base em cruzamento de fontes públicas e buscas em agências de notícias internacionais, não existem registros públicos verificáveis que confirmem a prisão ou as circunstâncias descritas na mensagem viral até 4 de fevereiro de 2026.

O boato e sua circulação

As versões da mensagem viral variam: algumas citam detalhes como idade, local exato e motivo da prisão; outras limitam-se a alegar o fato sem apresentar provas. Em comum, a peça associa o nome de um ex-parente da primeira-dama a um crime grave — um formato típico que favorece rápida propagação em redes sociais.

Mensagens desse tipo costumam recorrer a elementos que geram choque e curiosidade, aumentando as chances de compartilhamento antes que checagens sejam realizadas.

O que checamos

O Noticioso360 buscou confirmar a informação em diversas frentes: pesquisas em agências como Reuters, Associated Press (AP) e BBC; consultas a perfis biográficos públicos sobre Jill Biden; e verificação de comunicados oficiais do Condado de New Castle, onde a prisão teria ocorrido.

Também foram consultadas fontes de referência como Britannica e Wikipedia para confirmar dados de identificação e histórico de relacionamentos, além de checar bancos de dados de notícias e arquivos de imprensa locais. Não foram encontradas reportagens, notas do gabinete do promotor, boletins do departamento de polícia do Condado de New Castle ou comunicados do xerife que atestem a prisão.

Por que a alegação é considerada não verificada

Em checagens jornalísticas, a ausência de confirmação em agências de notícias independentes e de comunicados oficiais é um sinal relevante. Prisões por homicídio e casos envolvendo figuras públicas ou familiares costumam gerar cobertura imediata de veículos nacionais e locais, assim como comunicados de autoridades policiais.

No caso em questão, até a data da apuração não foi localizado qualquer documento público (boletim de ocorrência, ordem de prisão, nota do promotor ou release da polícia) que permita confirmar data, circunstâncias ou mesmo a identidade do detido. Diferentes versões do boato apresentam divergências em informações-chave, o que reduz ainda mais a credibilidade da narrativa.

Contexto e uso de nomes públicos

A associação de nomes conhecidos a eventos chocantes sem base documental é uma tática recorrente de desinformação. A menção de que se trata do ex-marido da primeira-dama amplia a circulação da peça, pois agrega interesse público e valor noticioso a uma afirmação que, por ora, carece de provas.

Vale ressaltar que Jill Biden foi casada com William (Bill) Stevenson nas décadas de 1970 — um dado biográfico conhecido em perfis públicos — mas a conexão entre esse fato e qualquer ocorrência recente precisa de evidência oficial para ser considerada verdadeira.

O que falta para comprovar a história

Para que a alegação deixe de ser classificada como não verificada, seriam necessárias publicações e documentos oficiais, como:

  • Comunicado formal do Departamento de Polícia do Condado de New Castle ou do gabinete do xerife;
  • Nota do escritório do promotor local detalhando acusações e procedimentos;
  • Reportagem de agências de notícias de referência (Reuters, AP, BBC, veículos locais) com fontes documentadas;
  • Registro público de prisão ou documentos judiciais que identifiquem formalmente o detido.

Como o Noticioso360 procedeu

A apuração cruzou informações em perfis biográficos, arquivos de imprensa e nas bases de dados de agências até a data informada. Foram verificadas versões em inglês e em português da alegação e consultados veículos internacionais e locais do estado de Delaware.

Também foram procurados comunicados oficiais no site do Condado de New Castle e em canais de imprensa locais — sem sucesso na identificação de qualquer documento que confirme o teor da publicação viral.

Divergências observadas

Algumas publicações que circulam trazem datas e circunstâncias conflitantes entre si. Em outras, falta até a indicação de onde teria vindo a informação original. Essas contradições dificultam a verificação e indicam que a peça pode ter sido alterada à medida que se espalhou.

Recomendações para leitores

Recomendamos cautela antes de compartilhar conteúdos desse tipo. Verifique a presença de links para fontes oficiais, procure reportagens em agências reconhecidas e consulte comunicados do departamento de polícia local ou do escritório do promotor.

Outras ações úteis: checar se a mesma história aparece em veículos independentes e buscar por documentos públicos que sustentem a alegação (boletins, notas oficiais, registros judiciais).

Próximos passos para verificação

O Noticioso360 seguirá monitorando o caso e atualizará esta matéria caso surjam comunicados oficiais, reportagens ou documentos que confirmem ou refutem a alegação.

Orientamos leitores a acompanhar os sites do Departamento de Polícia do Condado de New Castle e do Escritório do Promotor de Delaware para atualizações oficiais.

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Fontes

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