JV da Chinalco e Rio Tinto teria comprado 68,6% da CBA; OPA pelos 31,4% restantes está prevista.

Votorantim negocia venda da CBA por R$10,7 bi

JV formada por Chinalco e Rio Tinto adquiriu 68,6% da CBA por EV de R$10,7 bi e planeja OPA pelos 31,4% remanescentes.

A Votorantim estaria negociando a venda da participação de controle na Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) para uma joint venture formada pela chinesa Chinalco e pela mineradora Rio Tinto, em operação que avalia a empresa em cerca de R$ 10,7 bilhões de enterprise value. Fontes de mercado dizem que a JV adquiriu 68,6% do capital do Grupo Votorantim e pretende lançar uma oferta pública de aquisição (OPA) pelos 31,4% restantes.

Segundo análise da redação do Noticioso360, há convergência entre relatos obtidos por diferentes veículos sobre o montante e a intenção de concluir a operação via OPA. No entanto, ainda não há comunicado oficial da Votorantim, da CBA, da Chinalco ou da Rio Tinto, e pontos operacionais seguem sob verificação.

O negócio e os números

De acordo com apurações iniciais, a transação avalia a CBA em aproximadamente R$ 10,7 bilhões em enterprise value, considerando dívida líquida e caixa. A operação, segundo as fontes, envolveria mecanismos habituais de compra de controle, como cláusulas de ajuste por dívida líquida e condições precedentes vinculadas à documentação financeira.

A JV teria adquirido 68,6% do capital diretamente do Grupo Votorantim. A intenção explícita anunciada pelas fontes é a abertura de uma OPA para o restante do capital, o que, se confirmada, imporia obrigatoriedade de divulgação de prospecto com preço por ação, prazo e condições de aceitação.

Impactos operacionais e estratégicos

A CBA é a maior produtora de alumínio da América Latina, com capacidade industrial que inclui refinarias e linhas de extrusão. A compra por uma JV que une um grande grupo chinês e uma mineradora global pode indicar interesse em integrar cadeia de minério-alumínio e ampliar presença em mercados de exportação.

Além disso, a entrada de capital estrangeiro e de um player de grande porte pode alterar planos de investimento, estrutura de governança e estratégias comerciais da companhia. Fontes consultadas destacam que mudanças na diretoria e revisões de projetos industriais e logísticos são cenários plausíveis após a conclusão do negócio.

Mercado de trabalho e fornecedores

Embora detalhes sobre impactos trabalhistas e contratos com fornecedores não tenham sido divulgados, especialistas lembram que operações de desinvestimento ou mudança de controle costumam trazer revisões contratuais e programas de integração que podem afetar acordos vigentes.

Riscos regulatórios e etapas a cumprir

Operações dessa magnitude normalmente exigem aprovação de órgãos como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). Dependendo da estrutura do negócio e de cláusulas relativas a ativos industriais, também pode haver consultas a órgãos ambientais e à Secretaria de Comércio Exterior.

Além disso, como envolve capital estrangeiro relevante, o Banco Central pode ser acionado para registro da operação. Fontes consultadas pelo Noticioso360 ressaltam que o cronograma de fechamento dependerá dessas autorizações e de eventuais ajustes nas garantias negociadas entre as partes.

O que ainda não foi confirmado

Até o momento da apuração não há comunicados oficiais das empresas envolvidas. O valor de R$ 10,7 bilhões foi relatado por fontes próximas à negociação, mas não está consignado em documentos públicos disponíveis. Coberturas jornalísticas divergem em pontos operacionais: enquanto algumas fontes indicam que a JV já teria fechado a compra dos 68,6%, outras apontam que o acordo permanece sujeito a condições precedentes ainda em negociação.

Além disso, não há detalhes públicos sobre o financiamento da JV, eventual composição societária final entre Chinalco e Rio Tinto, nem sobre possíveis alterações na diretoria da CBA. Esses itens deverão constar no prospecto da OPA, caso ela seja efetivamente lançada.

Próximos sinais a observar

  • Divulgação de comunicado conjunto ou comunicados individuais da Votorantim, da CBA, da Chinalco e da Rio Tinto.
  • Protocolo de informação ou pedido de aprovação ao CADE.
  • Registro da operação junto ao Banco Central, se aplicável.
  • Detalhes da OPA: preço por ação, prazo, condição de aceitação e prospecto.

Se a OPA for lançada, o prospecto deverá trazer verificação detalhada dos valores, fontes de financiamento, cláusulas de ajuste e eventuais garantias. Essas informações permitirão confirmar o preço efetivo por ação e os mecanismos de integração operacional previstos.

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Fontes

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360.

Analistas apontam que o movimento pode redefinir a dinâmica do setor de alumínio e incentivar novas rodadas de consolidação na cadeia mineral-industrial nos próximos meses.

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