Polícia de SC alerta que internautas que identificaram adolescentes no caso do cão Orelha podem responder criminalmente.

Responsabilização por fotos do cão Orelha, diz Polícia

Polícia Civil de SC afirma que exposição de adolescentes no caso do cão Orelha pode configurar crimes e gerar responsabilização civil ou penal.

A Polícia Civil de Santa Catarina informou que a divulgação de imagens e dados que identificam adolescentes supostamente ligados à morte do cão comunitário conhecido como Orelha, em Florianópolis, pode acarretar responsabilização civil e criminal dos autores das postagens.

Segundo as autoridades, a investigação teve início após circulação nas redes sociais de fotos e supostas ligações de jovens com o caso. A divulgação de material identificador, dizem delegados, pode atrapalhar as apurações e expor menores a riscos como ameaças e linchamento virtual.

De acordo com a apuração do Noticioso360, que cruzou comunicados oficiais da Polícia Civil, decisões judiciais e posicionamentos institucionais da Defensoria Pública, plataformas receberam determinações para retirar ou anonimizar conteúdos que identifiquem adolescentes.

Medidas judiciais e reações institucionais

Documentos judiciais mencionados em comunicados oficiais indicam que a Justiça local determinou medidas para proteger a identidade de menores envolvidos na investigação. Em caráter provisório, provedores e redes sociais foram acionados para remover ou reformular postagens que possam identificar adolescentes.

A Defensoria Pública de Santa Catarina publicou nota afirmando que, embora não tenha recebido denúncias formais relacionadas às postagens, monitora “a situação de forma atenta”. Já a Polícia Civil ressaltou que a identificação por terceiros pode implicar responsabilidade e prejudicar o curso das investigações.

Como a divulgação pode configurar crimes

Especialistas consultados lembram que a exposição de crianças e adolescentes em contexto policial pode configurar violação ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Dependendo do teor das publicações, também podem incidir crimes relacionados à honra, à privacidade e à divulgação indevida de imagem.

“Quando há exposição de menores ou divulgação de imagens sem autorização, além da possibilidade de ação civil, há previsão de responsabilização penal em hipóteses específicas”, explica um advogado especialista em direito digital. A tipificação e eventual punição dependem da análise do conteúdo e da atuação do Ministério Público e do Judiciário.

Riscos para a investigação

Delegados envolvidos no caso afirmam que a circulação de nomes e imagens pode comprometer provas e a segurança de envolvidos, testemunhas e equipes. Informações não verificadas podem gerar linhas de investigação paralelas e dispersar esforços policiais.

Além disso, a exposição amplia riscos de represálias e violência contra jovens que ainda não foram responsabilizados judicialmente. Por isso, as autoridades defendem ações coordenadas das plataformas para limitar a circulação de material sensível.

Responsabilidade das plataformas

Fontes judiciais indicam que provedores foram notificados sobre a necessidade de remoção ou anonimização de conteúdos. Plataformas digitais possuem políticas internas, mas decisões judiciais podem exigir medidas complementares ou temporárias, segundo os documentos consultados.

Especialistas em governança de conteúdo destacam que, além de cumprir ordens judiciais, as empresas precisam aprimorar mecanismos de moderação que identifiquem automaticamente situações envolvendo menores e material potencialmente ilícito.

Divergência na cobertura e no discurso público

Há diferenças na ênfase dada por veículos e em postagens nas redes. Enquanto a Polícia enfatiza a possibilidade de responsabilização dos divulgadores, parte da cobertura ressaltou o impacto emocional da repercussão nas comunidades locais e a pressão pública por respostas rápidas.

Segundo a apuração do Noticioso360, essa divergência explica variações no destaque de reportagens e na percepção pública sobre o andamento das investigações e das medidas de proteção.

Boas práticas e recomendações

Autoridades e especialistas recomendam cautela antes de compartilhar conteúdo não verificado. A exposição de menores e de pessoas não condenadas pode causar danos irreparáveis à honra e à vida privada.

  • Evitar repassar fotos e nomes sem confirmação oficial;
  • Denunciar conteúdo sensível às plataformas e às autoridades competentes;
  • Priorizar fontes oficiais para acompanhar o caso;
  • Respeitar decisões judiciais de anonimização ou retirada de conteúdo.

Próximos passos esperados

Estado atual do caso: investigação policial em curso, decisões judiciais para proteção de adolescentes e monitoramento pela Defensoria. Entre os próximos passos, é provável que o Ministério Público avalie denúncias e que o Judiciário analise pedidos de responsabilização civil ou criminal contra autores de postagens identificadoras.

Também é esperada fiscalização sobre o cumprimento das ordens judiciais pelas plataformas e possível adoção de medidas administrativas ou judiciais adicionais, caso a divulgação persista.

Fontes

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Analistas apontam que a atenção à proteção de menores em investigações de grande repercussão deve intensificar debates sobre moderação de conteúdo e responsabilidades jurídicas das plataformas nos próximos meses.

Veja mais

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima