A Polícia Federal instaurou um inquérito para apurar a contratação de influenciadores digitais e páginas nas redes sociais com o objetivo de atacar decisões do Banco Central relacionadas à liquidação do Banco Master. O procedimento, segundo comunicados oficiais e fontes jornalísticas, está em fase inicial e tem diligências em curso.
O foco da apuração são mensagens, publicações e possíveis campanhas coordenadas que teriam buscado atribuir ao Banco Central responsabilidade exclusiva por prejuízos decorrentes da liquidação, favorecendo a posição da instituição privada. De acordo com dados compilados pelo Noticioso360, a investigação mira contratos, repasses financeiros e intermediários que teriam financiado a produção e o impulsionamento de conteúdo.
O que motivou a investigação
Fontes ouvidas pela imprensa relataram movimentos atípicos nas redes após a decisão administrativa sobre o Banco Master, com postagens repetitivas e impulsionadas por perfis e páginas especializados. Relatórios preliminares indicaram transferências financeiras e contratos que despertaram a atenção de autoridades.
Por outro lado, o Banco Central tem reafirmado que a liquidação do Banco Master seguiu os procedimentos regulatórios previstos e que todas as medidas adotadas alinharam-se à legislação aplicável. A divergência entre a narrativa pública e os registros oficiais motivou pedidos de apuração.
Alvos da apuração
Segundo investigações iniciais, a PF busca identificar: (i) pagamentos e contratos com influenciadores; (ii) agências digitais e operadores de mídia paga envolvidos no impulsionamento; (iii) intermediários que possam ter financiado a operação; e (iv) a origem dos recursos utilizados.
A corporação, contudo, tem preservado o sigilo das diligências para não comprometer as investigações. Autoridades ouvidas formalmente não divulgaram nomes de investigados até o momento.
Fontes e divergências na cobertura
O Noticioso360 cruzou informações de veículos como Reuters e G1 e sistematizou versões públicas e registros oficiais. Há convergência sobre a abertura do inquérito, mas diferenças no nível de detalhe entre reportagens com acesso a fontes internas e comunicados oficiais.
Reportagens baseadas em fontes internas relataram indícios de contratos e transferências financeiras vinculadas a páginas específicas. Já as matérias ancoradas em pronunciamentos oficiais destacaram a atuação da PF e as cautelas sobre a preservação do segredo de justiça nas fases iniciais.
Questões jurídicas em análise
Especialistas consultados pela reportagem apontam que a apuração pode abranger delitos relacionados à difusão de informações falsas, organização de campanhas coordenadas e eventuais crimes eleitorais, caso haja vínculo com agentes políticos em período vedado.
Advogados ouvidos também alertam para a necessidade de distinguir entre críticas legítimas ao poder público e condutas que configurem ilícito. Representantes de comunicadores e influenciadores defendem que a atuação em rede integra o debate público e que a mera crítica a decisões administrativas não deve ser tratada como crime sem provas concretas.
Procedimentos previstos
Na prática, a PF deve requisitar extratos bancários, contratos e depoimentos de influenciadores e empresas de marketing digital. Pedidos formais de dados deverão ser encaminhados a plataformas digitais para mapear o impulsionamento e a disseminação de conteúdos suspeitos.
Especial atenção deve ser dada ao rastreamento do fluxo financeiro. Fontes destacam que identificar a origem dos recursos e eventuais operações por meio de intermediários será essencial para estabelecer responsabilizações penais ou administrativas.
Transparência e sigilo
Embora a investigação avance, a corporação mantém práticas rotineiras de preservação do segredo de justiça em fases iniciais para não prejudicar diligências. Isso explica a divulgação limitada de nomes e detalhes nas primeiras semanas do inquérito.
Ao mesmo tempo, a redação do Noticioso360 continuará solicitando esclarecimentos às partes envolvidas e buscando documentos públicos que corroborem as informações apuradas.
Impactos e possíveis desdobramentos
Se houver indícios suficientes, o inquérito poderá resultar em indiciamentos e em encaminhamento ao Ministério Público para avaliação de eventual ação penal. Alternativamente, a investigação pode terminar sem responsabilizações, caso não se encontrem elementos probatórios robustos.
Há também a possibilidade de medidas administrativas e civis por danos à imagem ou por uso indevido de recursos para impulsionar campanhas que veicularam conteúdo enganoso. As investigações poderão ainda fomentar debates sobre regulação da publicidade política e do impulsionamento pago em períodos sensíveis.
O que esperar nas próximas etapas
Fontes consultadas indicam que os próximos passos incluem a oitiva de influenciadores e operadores apontados, pedidos formais de acesso a registros bancários e contratos, e a requisição de dados a plataformas digitais. A conclusão das diligências dependerá da complexidade do rastreamento financeiro e das colaborações internacionais, se houver envolvimento de redes externas.
O Noticioso360 seguirá acompanhando o caso e atualizando a cobertura à medida que novas peças processuais e declarações se tornarem públicas.
Fontes
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Analistas apontam que o movimento pode redefinir o cenário político nos próximos meses.
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- Noticioso360 não encontrou registros públicos ou reportagens confiáveis que confirmem a confissão e a pena.



