Sete anos após o rompimento, Corpo de Bombeiros declara fim das buscas; identificação segue com a Polícia Civil.

Bombeiros encerram buscas pelas últimas vítimas de Brumadinho

Corpo de Bombeiros anuncia fim das buscas em Brumadinho; Polícia Civil segue com a identificação e investigações judiciais e forenses.

O fim de uma etapa operacional

Sete anos após o rompimento da Barragem 1 da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), o Corpo de Bombeiros anunciou o encerramento das buscas pelas duas vítimas ainda não identificadas. O anúncio foi feito durante ato público realizado em 25 de janeiro, quando a corporação informou também que mais de 11 milhões de metros cúbicos de rejeitos foram vistoriados ao longo das operações.

A apuração do Noticioso360, com base em comunicados oficiais e reportagens locais, confirma que a operação envolveu mergulhadores, varredura mecânica e sensores remotos. Equipes forenses permanecerão responsáveis pelo trabalho de identificação, coordenado pela Polícia Civil.

O que foi feito nas buscas

De acordo com os relatórios apresentados, a ação operacional se estendeu por anos e incluiu varredura de áreas submersas, uso de sonares e equipamentos mecânicos para deslocamento de rejeitos. A corporação ressaltou o caráter técnico da missão e agradeceu aos profissionais envolvidos.

“Foram anos de trabalho contínuo em condições adversas, com foco em localizar e preservar vestígios que possam contribuir para a identificação das vítimas”, disse representante dos Bombeiros durante a cerimônia.

Volume vistoriado e divergências na cobertura

Os comunicados oficiais informam que mais de 11 milhões de metros cúbicos de rejeitos foram inspecionados desde 2019. No entanto, há variação na forma como esse número é apresentado pela imprensa: alguns veículos mostram o total acumulado desde o início das operações; outros destacam apenas o volume analisado na fase final das buscas.

Essa diferença decorre de métodos de mensuração distintos e do recorte temporal adotado por cada fonte. A redação do Noticioso360 cruzou dados de comunicados e reportagens para contextualizar os números e evitar interpretações que misturem fases operacionais diferentes.

Identificação: trabalho forense em andamento

O encerramento das buscas representa o término das ações de campo. Mas a identificação das duas pessoas encontradas recentemente depende agora dos procedimentos da Polícia Civil, que incluem análises de material genético, comparação com bancos de DNA de familiares e laudos periciais.

Fontes consultadas explicam que a identificação em desastres de grande porte costuma ser complexa. Técnicas como análise odontológica, exames de DNA e revisão documental são combinadas, e a presença de rejeitos e o grau de decomposição podem prolongar o processo.

Cadeia de custódia e rastreabilidade

Houve ênfase por parte das autoridades na manutenção da cadeia de custódia das amostras. A garantia de rastreabilidade é fundamental para que laudos periciais tenham validade judicial e possam ser usados em processos de responsabilização e reparação.

Implicações judiciais e reparação

Por outro lado, o fim das buscas não encerra as investigações criminais e civis abertas após o desastre. A Polícia Civil segue responsável por perícias e por confrontos com cadastros de familiares — etapas que podem conduzir à comunicação oficial de identidades.

Processos judiciais relacionados à reparação de danos e à responsabilização de empresas e gestores continuam em curso. Advogados e representantes de familiares afirmam que o desfecho operacional não altera o andamento das ações legais em curso.

Vozes dos familiares e da sociedade civil

Representantes de coletivos de familiares e movimentos por justiça presentes no ato pediram que as autoridades mantenham atenção sobre políticas de memória, acompanhamento socioambiental e medidas compensatórias. Para esses grupos, a conclusão das buscas deve vir acompanhada de garantias de reparação e preservação da memória das vítimas.

“O encerramento das buscas não pode significar esquecimento. É necessário que haja respostas concretas sobre indenizações e políticas de prevenção”, afirmou um representante de familiares durante a cerimônia.

Perspectivas ambientais e de prevenção

Integrantes da sociedade civil também destacaram a necessidade de monitoramento contínuo de áreas afetadas. A estabilidade de taludes, a qualidade da água e a presença de rejeitos remanescentes exigem políticas públicas de longo prazo para reduzir riscos futuros.

Especialistas consultados pela reportagem indicam que lições técnicas e regulatórias do caso Brumadinho ainda precisam ser incorporadas integralmente em práticas de mineração e fiscalização ambiental.

Como a cobertura tratou o tema

A cobertura jornalística variou entre ênfases institucionais — destacando números e o anúncio oficial — e enfoques mais críticos, que deram voz às famílias e aos coletivos que cobram justiça. O Noticioso360 procurou equilibrar essas perspectivas, confrontando comunicados oficiais com relatos das partes envolvidas e informações sobre os procedimentos forenses em curso.

Próximos passos esperados

Os próximos passos incluem a conclusão dos laudos de identificação pela Polícia Civil, a comunicação oficial das identidades às famílias e a continuidade dos processos judiciais contra os responsáveis. Também são esperadas fiscalizações ambientais e medidas de reparação socioeconômica nas áreas afetadas.

Além disso, técnicos recomendam a manutenção de protocolos de monitoramento para garantir que áreas consolidadas continuem sob vigilância preventiva.

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Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Fontes

Analistas apontam que o desfecho técnico pode redirecionar o foco das ações públicas para a fase de reparação e prevenção nos próximos meses.

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