Polícia de SP apura denúncia de avistamento de Ágata, 6, e Allan, 4; buscas em Bacabal seguem.

Irmãos do Maranhão podem ter sido vistos em hotel de SP

PC-SP investiga denúncia de que irmãos desaparecidos no MA teriam sido vistos em hotel em São Paulo; verificação de imagens e registros segue em curso.

Dois irmãos desaparecidos no povoado de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal (MA), podem ter sido vistos em um hotel na cidade de São Paulo, segundo investigação preliminar da Polícia Civil paulista. Ágata Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, estão sumidos há mais de 20 dias após saírem para brincar na localidade onde moram.

Em apuração e cruzamento de informações, Noticioso360 verificou comunicados oficiais e reportagens locais que confirmam o registro do desaparecimento em Bacabal e a abertura de procedimento administrativo na capital paulista depois do recebimento de uma denúncia.

O que se sabe sobre o caso

Segundo familiares e moradores, as crianças desapareceram ainda nas primeiras horas após saírem para brincar. A família registrou boletim de ocorrência na delegacia local e, desde então, equipes da Polícia Civil do Maranhão, apoio comunitário e voluntários realizaram buscas em áreas rurais e estradas próximas.

Depois do registro local, autoridades em Bacabal receberam relatos de que as crianças teriam sido observadas fora do estado. A denúncia apontando um possível avistamento em um hotel de São Paulo foi encaminhada à Polícia Civil do Estado de São Paulo (PC-SP), que informou ter instaurado procedimentos para verificar a autenticidade das informações.

Linhas de investigação e dificuldades

As apurações concentram-se em três frentes prioritárias: checagem de imagens (do hotel e de vias próximas), verificação de registros de hospedagem e transporte, e confrontação de testemunhos com perícias, se necessária.

Fontes policiais ouvidas indicam que a obtenção de registros de hóspedes e imagens de circuito interno costuma depender de autorização judicial quando a cooperação da administração do estabelecimento não é imediata. Além disso, levantar passagens, registros de aplicativos e entradas em rodoviárias ou aeroportos exige articulação entre delegacias e, por vezes, requisições formais a empresas.

Mensagens e boatos nas redes

Familiares relataram ter recebido áudios e mensagens que indicavam a presença das crianças na capital paulista. A apuração identificou versões divergentes em circulação: algumas sugerem que elas teriam sido encontradas, outras, que houve possível tráfico ou deslocamento voluntário — afirmações sem comprovação documental.

Por isso, as equipes de checagem do Noticioso360 optaram por não republicar boatos e priorizaram a confirmação junto a canais oficiais e registros formais.

Posição das autoridades

A PC-SP confirmou apenas o recebimento da denúncia e disse que está verificando a origem das informações e eventuais imagens. Até o momento, não houve divulgação pública de fotografias ou documentos que comprovem, de maneira incontestável, a passagem das crianças por qualquer estabelecimento em São Paulo.

Autoridades maranhenses mantêm foco nas buscas locais. Delegados e equipes de busca afirmaram que a linha de investigação em Bacabal continua ativa, com varreduras em estradas, áreas rurais e imóveis nos arredores do povoado.

Como as provas podem ser obtidas

Investigadores destacam três medidas práticas para avançar na verificação do caso: solicitar formalmente imagens de câmeras internas e externas do hotel; requisitar registros de hospedagem e checar cadastros; e mapear deslocamentos em transportes interestaduais.

Quando há indícios de deslocamento entre estados, a cooperação entre Polícias Civis é essencial. Isso passa por troca de informações, pedidos de assistência e, quando necessário, medidas judiciais para quebra de sigilo de imagens e dados de empresas.

Comentário de especialistas

Especialistas consultados pela reportagem ressaltaram que crianças de 4 e 6 anos raramente percorrem longas distâncias sem serem notadas. Por isso, cruzar horários, rotas e depoimentos de testemunhas é fundamental para reduzir hipóteses e orientar buscas.

Riscos de desinformação

Nas redes sociais, versões conflitantes sobre o caso se espalharam rapidamente. Informações não verificadas podem atrapalhar o trabalho policial e criar expectativas falsas à família.

A redação recomenda cautela: só devem ser consideradas provas fotografias e vídeos certificados por autoridades ou entregues formalmente ao inquérito. A divulgação prematura de dados não checados também pode comprometer diligências.

Próximos passos das investigações

O avanço das apurações dependerá do acesso a imagens e registros. A polícia pode solicitar judicialmente gravações e cadastros ao hotel citado, além de requerer dados a empresas de transporte e plataformas de mobilidade.

Enquanto isso, buscas locais em Bacabal continuam e organizações de apoio a desaparecidos foram acionadas para auxiliar a família na divulgação de cartazes e coleta de informações.

Como ajudar

Autoridades pedem que qualquer pessoa com informação relevante — horário, descrição, imagem ou vídeo — contate a delegacia local em Bacabal ou a Polícia Civil de São Paulo. Informações podem ser anexadas ao inquérito para verificação pericial.

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Fontes

Analistas apontam que a articulação interestadual em casos de desaparecimento infantil tende a se intensificar, e que avanços nas legislações e nos protocolos de cooperação podem reduzir o tempo de investigação em casos similares.

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