Moeda encerrou em leve alta; fluxo de estrangeiros na B3 e queda da aversão ao risco influenciaram o mercado.

Dólar fecha estável após alívio em tensões geopolíticas

Dólar teve leve alta de 0,08% e cotação próxima de R$ 5,28, com Ibovespa em alta e estrangeiros reforçando compras na B3.

O dólar commercial encerrou a sessão de sexta-feira, 23 de janeiro de 2026, praticamente estável frente ao real, registrando alta de 0,08% e cotação próxima de R$ 5,28.

O movimento refletiu um ambiente internacional menos tenso e um fluxo de compras estrangeiras no mercado acionário brasileiro, que ajudou a sustentar o apetite por risco. A liquidez moderada e o noticiário doméstico relativamente calmo deixaram a taxa de câmbio mais sensível a notícias externas e a variações no fluxo de capitais.

Segundo análise da redação do Noticioso360, com base em dados da Reuters e do G1, a sessão teve como destaque a entrada pontual de investidores estrangeiros na B3, que atuaram de forma mais ativa em ações de maior liquidez e em papéis de empresas exportadoras.

Por que o dólar ficou praticamente estável

A combinação entre menor aversão a risco no exterior e fluxo comprador para ações brasileiras foi determinante para a fraca movimentação da moeda. Notícias que sinalizaram redução de tensões geopolíticas em áreas que vinham pressionando ativos emergentes diminuíram a demanda por proteção em dólar.

Além disso, o apetite por ações — em especial de setores ligados a commodities — foi impulsionado pelo fortalecimento pontual de preços internacionais de matérias‑primas, o que favoreceu empresas com receita em moeda estrangeira e, por tabela, ajudou a estabilizar o real.

Analistas ouvidos por corretoras afirmaram que movimentos de curto prazo costumam refletir liquidez e posicionamento de players institucionais, e não uma mudança estrutural na trajetória da moeda. Por isso, a estabilidade vista na sexta-feira foi considerada tênue e condicionada à manutenção do fluxo de capitais.

Mercado acionário e atuação de estrangeiros

O Ibovespa avançou ao longo do dia, alimentando a percepção de que houve uma rotação temporária de renda fixa para ações por parte de investidores estrangeiros. Papéis de maior liquidez e empresas exportadoras tiveram destaque, atraindo compra externa e ajudando a sustentar a valorização do índice.

Operadores relataram redução temporária da posição em ativos de renda fixa, em função de uma combinação de redirecionamento de carteira e oportunidades pontuais em ações. Esse efeito reforçou a correlação inversa típica entre mercado acionário e dólar em momentos de entrada de recursos.

Setores como o de recursos naturais tiveram desempenho positivo ao longo do pregão, refletindo tanto o fluxo de risco quanto variações favoráveis nos preços internacionais de commodities. A tendência de alta no segmento ajudou a concentrar a atenção dos investidores estrangeiros.

Volume e liquidez

O volume de negociação foi moderado, segundo participantes do mercado, o que tornou a taxa de câmbio mais sensível a notícias externas. Em mercados com menor liquidez, ordens de maior porte podem provocar movimentações pontuais.

Riscos e pontos de atenção para o câmbio

Apesar da tranquilidade observada na sessão, agentes destacam que a estabilidade pode ser passageira. O câmbio continua dependente de fluxo de capitais e de revisões sobre indicadores econômicos internacionais, como dados de inflação e decisões de política monetária nos Estados Unidos e na Europa.

No plano doméstico, a disputa entre diferentes agendas políticas e declarações de autoridades fiscais e monetárias são fatores que podem gerar oscilações mais amplas. A agenda legislativa e medidas econômicas de curto prazo também serão monitoradas por investidores que consideram risco político ao formar posição no Brasil.

Implicações para empresas e investidores

Empresas com receita em dólar podem se beneficiar de um real mais comportado quando associado a preços internacionais favoráveis. Porém, gestores ressaltam que exposições cambiais e estratégias de hedge seguem no centro das decisões financeiras, dada a possibilidade de reversão rápida de sentimento.

Atuação do Banco Central e cenário de política monetária

O Banco Central do Brasil não divulgou medidas extraordinárias durante a sessão. Analistas lembraram que a autoridade monetária mantém instrumentos para atuar caso ocorra volatilidade excessiva, o que tende a ser um fator de ancoragem para o mercado cambial.

Decisões futuras de política monetária em economias centrais e leituras de inflação global deverão continuar a guiar o posicionamento dos investidores internacionais e, por consequência, o comportamento do real.

Fechamento e projeção

Em resumo, a sessão de 23 de janeiro foi marcada por leve alta do dólar, ganhos do índice acionário e atuação de estrangeiros como força compradora na B3. Operadores, entretanto, ressaltam que a tranquilidade observada no câmbio pode ser temporária e sensível a novos choques externos ou revisões de expectativas econômicas.

Para as próximas semanas, o cenário deve seguir sujeito a três vetores principais: fluxos de capital global, leitura dos dados econômicos internacionais e desdobramentos da agenda política doméstica. Movimentos bruscos nessas frentes podem reverter rapidamente o cenário atual.

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Fontes

Analistas apontam que o movimento pode redefinir o cenário político nos próximos meses.

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