Anvisa pede recolhimento de lote do Laka após erro na embalagem que omitiu alerta sobre glúten.

Anvisa determina recall de lote do chocolate Laka

Agência ordena recall de lote do Laka fabricado pela Mondelez após embalagem errada vender produto com glúten sem aviso; consumidores devem checar lotes.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de um lote do chocolate Laka, da Mondelez, após identificar erro de embalamento que fez circular unidades contendo biscoito com glúten em embalagem do Laka tradicional sem a devida informação sobre alergênicos.

Segundo a portaria publicada no Diário Oficial da União, a falha ocorreu na etapa de embalagem, quando produtos da linha que levam biscoito foram colocados em embalagens destinadas ao Laka sem biscoito, omitindo a presença de glúten na lista de ingredientes.

De acordo com a análise da redação do Noticioso360, embasada em documentos oficiais e comunicados da empresa, a medida visa proteger consumidores com doença celíaca e pessoas com sensibilidade ao glúten, uma vez que a ingestão inadvertida pode causar reações adversas.

O que a Anvisa determinou

A portaria da Anvisa especifica o lote afetado e classifica a situação como risco à saúde pública para consumidores que não devem ingerir glúten. A agência exigiu que a fabricante promova o recall, informe pontos de venda e consumidores, e proceda ao recolhimento do estoque disponível no mercado dentro dos prazos previstos.

Além disso, a Anvisa solicitou relatórios para acompanhar as ações adotadas pela empresa e estabeleceu prazos para a apresentação das medidas corretivas e a conclusão do recolhimento.

Resposta da Mondelez

A Mondelez, responsável pela marca Laka, informou em comunicado que está colaborando com a Anvisa e conduzindo ações de recolhimento e comunicação aos consumidores. A empresa declarou que a troca de embalagens foi involuntária e que acionou protocolos internos para identificar a causa e reforçar os controles na linha de produção.

A empresa orientou que consumidores verifiquem os códigos de lote nas embalagens e consultem canais oficiais para confirmar se suas unidades foram afetadas. Redes de varejo e distribuidores receberam instruções para separar e devolver os lotes indicados.

Como identificar produtos afetados

Consumidores devem checar o código de lote informado pela Anvisa e pela fabricante. Evite consumir produtos cuja embalagem pareça violada, danificada ou diferente do padrão habitual.

  • Verifique o código de lote e a data de fabricação;
  • Confira a presença da declaração de alergênicos no rótulo;
  • Procure canais oficiais da Mondelez e da Anvisa para confirmação.

Risco para a saúde e orientações médicas

Autoridades sanitárias e associações de consumidores reforçam que a presença não declarada de glúten representa risco para pessoas celíacas e para quem tem sensibilidade ao glúten. Em caso de ingestão acidental e surgimento de sintomas — como dor abdominal, diarreia, vômito ou reações cutâneas — a orientação é buscar atendimento médico imediatamente.

Até o momento, não há registro público de casos de intoxicação ou agravamento de saúde relacionados diretamente ao lote recolhido, segundo comunicados oficiais e levantamento da redação.

Fiscalização e implicações legais

No aspecto técnico, a legislação brasileira obriga que informações sobre alergênicos constem de forma clara no rótulo. O descumprimento pode configurar infração sanitária, sujeita a medidas administrativas e multas aplicáveis pela Anvisa.

A agência acompanhará o cumprimento do recolhimento e poderá aplicar sanções caso se comprove negligência nos controles de qualidade da fábrica. Também foram estipulados prazos para que a empresa entregue relatórios detalhando as ações corretivas adotadas.

Controle de qualidade e prevenção

Especialistas ouvidos pela redação do Noticioso360 ressaltam a necessidade de sistemas redundantes de verificação na linha de embalagem, especialmente em produtos que podem conter ou não certos alergênicos.

Automação, leitura ótica de códigos, inspeções em tempo real e segregação física de lotes são algumas das práticas recomendadas para reduzir o risco de erros de rotulagem e embalamento.

Impacto no comércio

Alguns veículos de imprensa destacaram o potencial impacto no varejo e a amplitude do recall, enquanto distribuidoras e redes varejistas informaram ter recebido orientações para separar e devolver as unidades afetadas. A ação pode gerar custos logísticos e perdas comerciais para a fabricante e para os pontos de venda.

Por outro lado, a rápida notificação às autoridades e a abertura de comunicação ao público tendem a mitigar riscos reputacionais e demonstrar comprometimento com a segurança do consumidor.

Apuração e cotejo de versões

A apuração do Noticioso360 confrontou versões e documentos: Anvisa e Mondelez coincidem ao atribuir a origem do problema a erro no processo de embalagem. Veículos de imprensa divergiram ao acentuar, ora a dimensão do recall, ora a celeridade da resposta da empresa.

O que permanece claro é a prioridade sanitária: a retirada do lote do mercado é a medida padrão quando há risco potencial à saúde por rotulagem incorreta.

Recomendações ao consumidor

Para quem tem alergia ao glúten ou sensibilidade: não consuma produtos do lote indicado até confirmação. Quem tiver unidades suspeitas deve procurar os canais de atendimento da Mondelez e da Anvisa para orientação sobre troca ou devolução.

Procure atendimento médico se houver sintomas após consumo e guarde a embalagem para eventuais averiguações. Documente contatos com pontos de venda e protocolos fornecidos pela empresa para facilitar eventuais solicitações de ressarcimento ou esclarecimentos.

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Fontes

Analistas de segurança alimentar afirmam que o episódio deve reforçar a atenção do setor industrial para processos de verificação. Espera-se que, nas próximas semanas, a investigação administrativa esclareça a etapa precisa da falha e a eficácia das medidas preventivas adotadas.

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