O atacante Michael está em tratativas avançadas para uma transferência ao Santos, mas impõe uma condição: receber luvas que afirma ter direito e que estariam retidas pelo Flamengo. A exigência financeira é apontada por fontes próximas como o principal ponto de desacordo e pode influenciar prazos e termos do negócio.
Segundo apuração e cruzamento de informações feitos pela redação, o valor reivindicado pelo jogador gira em torno de R$ 2 milhões. O montante é citado por representantes do atleta e por pessoas que acompanham a negociação nos bastidores. O Santos demonstra interesse em viabilizar a contratação do atacante, mas, segundo interlocutores, não pretende assumir pagamentos que sejam de responsabilidade direta do clube detentor do vínculo.
Como se desenrola a negociação
A negociação, conforme relatos obtidos, está em estágio de conversas entre clubes e intermediários. O Santos já fez sondagens formais e manifestou vontade de contar com o jogador para reforçar o ataque. Por outro lado, o Flamengo mantém o vínculo e, segundo fontes próximas às conversas, tem outra interpretação sobre a origem e a obrigação do pagamento das luvas reclamadas.
A apuração do Noticioso360 compilou depoimentos de agentes, advogados e pessoas ligadas ao processo para verificar nomes, valores e o estágio das tratativas. Ainda assim, não houve acesso a documentos contratuais públicos que confirmassem integralmente o montante ou as circunstâncias alegadas. A existência de uma pendência financeira, porém, é um padrão recorrente no mercado brasileiro.
O valor em disputa
Fontes ouvidas indicam que a quantia reclamada por Michael está em torno de R$ 2 milhões. Esse tipo de verba costuma aparecer em contratos como luvas, parcela de assinatura ou compensação por extinção de acordo. A divergência central é sobre quem deve assumir o pagamento: se o Flamengo, por obrigações pendentes, ou o próprio atleta como condição para romper com o clube e assinar com o novo time.
Implicações financeiras para os clubes
Para o Santos, um clube com limites orçamentários mais rígidos, o custo adicional representa uma dificuldade. Fontes ligadas à direção santista afirmam que o clube busca alternativas para reduzir impacto financeiro, como parcelamentos, bonificações por metas ou estruturação de pagamentos condicionados a desempenho.
Já o Flamengo, enquanto detentor do contrato, pode avaliar diversas opções: quitar integralmente o valor pleiteado para liberar o atleta, negociar um acerto parcial ou contestar a reivindicação, caso entenda que não existe obrigação. Cada escolha terá consequências esportivas e contábeis, além de repercussões na relação com atletas e mercado de transferências.
Possíveis desfechos jurídicos
Do ponto de vista jurídico, os caminhos são variados. Caso as partes não cheguem a um acordo, o pagamento ou a disputa podem ser levados à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF, à Justiça do Trabalho ou a instâncias arbitrais previstas em contratos. Processos desse tipo já causaram atraso e até cancelamento de transferências em outros casos recentes.
Advogados consultados para casos semelhantes costumam recomendar solução amigável quando o objetivo é concluir rapidamente o negócio. Acordos diretos entre clubes, pagamento temporário ao jogador com compensação posterior, ou inclusão de cláusulas de performance são alternativas práticas e frequentemente utilizadas para destravar negociações.
Reações e posicionamentos
Até o momento da publicação, não há notas oficiais públicas do Santos nem do Flamengo confirmando valores ou detalhando a controvérsia. Assessores entrevistados pela redação relataram que não comentam tratativas em andamento, enquanto representantes do jogador reforçaram que existe um direito a ser reconhecido antes da assinatura com o novo clube.
Fontes independentes que acompanham bastidores do futebol corroboram a existência de impasses financeiros em negociações similares, envolvendo luvas, salários em atraso e compensações por rescisões. A repetição desses cenários tende a pressionar clubes a buscar soluções padronizadas para reduzir riscos jurídicos e financeiros.
Impacto esportivo e calendário
Se a pendência não for resolvida em curto prazo, a transferência pode ser adiada ou mesmo cancelada, prejudicando a montagem do elenco e o planejamento técnico do Santos. Alternativamente, a transação pode ser revista em termos econômicos, incluindo pagamentos por etapas, bônus por metas ou participação em futuras negociações.
Para o atleta, a demora pode implicar em perda de ritmo de treinos e adaptação, além de afetar mercado e visibilidade. Para o Flamengo, a controvérsia pode gerar desgaste público caso a disputa se torne litigiosa.
O que pode ocorrer a seguir
As frentes possíveis são: acordo direto entre Flamengo e Santos com compensação ao jogador; pagamento imediato por parte do Flamengo para liberar a saída; ou contestação formal que leve a uma decisão arbitral ou judicial. Agentes e advogados consultados indicam que, se ambas as partes desejam a conclusão rápida, a via amigável é a mais provável.
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Fontes
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Analistas apontam que o movimento pode redefinir caminhos de negociação de jogadores no mercado nacional nos próximos meses.
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