Atividade solar intensa chega à Terra entre hoje e amanhã; pode gerar auroras e interferir em sinais de satélite.

Tempestade solar pode afetar satélites e GPS

Ejeção de massa coronal chega entre 19 e 20 de janeiro; risco de interferência temporária em satélites, GNSS e comunicações.

Uma forte ejeção de massa coronal (CME) emitida pelo Sol está prevista para interagir com a magnetosfera terrestre entre a noite desta segunda-feira, 19, e a manhã de terça-feira, 20. O fenômeno pode provocar auroras em latitudes mais baixas do que o habitual e causar interferências temporárias em sistemas por satélite, redes de comunicação de alta frequência e equipamentos GNSS (como o GPS).

De acordo com dados compilados pelo Noticioso360, cruzando boletins e alertas de agências como a NOAA e a NASA, os centros internacionais de previsão espacial classificaram o evento como de intensidade moderada a alta. A probabilidade de distúrbios locais depende da velocidade da nuvem de partículas, do ângulo de chegada e da fase do ciclo solar.

O que é a ejeção de massa coronal e por que importa

Uma CME é uma nuvem de plasma e partículas carregadas lançada pelo Sol durante erupções solares. Quando essa nuvem atinge a vizinhança da Terra, sua interação com o campo magnético pode desencadear tempestades geomagnéticas.

Tempestades geomagnéticas são medidas por índices como o Kp. Valores elevados no índice indicam maior probabilidade de perturbações em satélites, aumento do ruído em enlaces de rádio e perda temporária de precisão em sistemas de posicionamento global.

Possíveis impactos em satélites, comunicações e GNSS

Mesmo sem atingir diretamente o núcleo das comunicações, a turbulência no plasma e as variações do campo magnético podem provocar:

  • Quedas temporárias de sinal em links por satélite e perda de telemetria;
  • Redução da precisão de sistemas GNSS (GPS, GLONASS, Galileo, BeiDou) por aumento de erros ionosféricos;
  • Aumento de ruído e interferência em comunicações HF (alta frequência), usadas por aviação e serviços marítimos;
  • Risco de efeitos em eletrônica sensível de satélites por partículas energéticas, levando operadores a ativarem protocolos de proteção.

Operadores de satélites costumam adotar medidas preventivas, como alterar a atitude da plataforma, desligar subsistemas não essenciais e suspender atividades sensíveis durante períodos de maior intensidade de partículas.

Setores mais expostos

Setores como aviação, navegação marítima, agricultura de precisão e serviços de emergência que dependem de GNSS devem acompanhar avisos operacionais. Redes elétricas também monitoram possíveis flutuações induzidas em transformadores durante tempestades geomagnéticas mais severas.

Auroras e observação no Brasil

Um dos efeitos visuais mais notáveis de uma tempestade geomagnética são as auroras. Caso o evento atinja índices elevados, é possível observá-las em latitudes médias. Segundo previsões atuais, estados do Sul e pontos altos do Sudeste do Brasil têm maior chance de visualização.

Entusiastas e fotógrafos interessados devem avaliar condições locais de céu — nuvens e poluição luminosa podem impedir a visão das auroras, mesmo com atividade geomagnética intensa. Locais afastados de grandes centros urbanos e noites com céu claro aumentam as chances de observação.

O que dizem os centros de monitoramento

Boletins técnicos da NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) e da NASA indicam que o impacto final depende de fatores dinâmicos. A velocidade do vento solar, a densidade de partículas e o alinhamento da CME com a Terra determinam a gravidade das tempestades.

Atualmente, não há relatos públicos de acionamento de medidas de emergência em larga escala por operadores do setor elétrico ou por empresas de satélite. Os comunicados oficiais recomendam monitoramento contínuo e prontidão para ações preventivas caso a direção ou intensidade da CME mude rapidamente.

Curadoria e contraste com a cobertura da mídia

Segundo a apuração da redação do Noticioso360, que compilou boletins técnicos e comunicados oficiais, há consenso sobre a origem física do evento (CME) e divergência moderada nas estimativas de impacto. Enquanto agências técnicas destacam cenários operacionais e recomendações, matérias de ampla circulação costumam enfatizar imagens das auroras e relatos de possíveis efeitos sentidos por usuários finais.

Essa diferença de enfoque pode levar a leituras mais alarmistas entre o público leigo. A curadoria do Noticioso360 privilegia dados oficiais e contexto técnico para evitar interpretações equivocadas e orientar decisões de quem opera infraestrutura crítica.

Recomendações práticas para cidadãos e operadores

Para o público em geral e setores sensíveis, as seguintes medidas são sugeridas:

  • Acompanhar atualizações em tempo real de centros oficiais de previsão espacial (NOAA, NASA e centros regionais);
  • Evitar decisões precipitadas baseadas em reportagens sensacionalistas;
  • Operadores que dependem de GNSS (aviação, navegação, agricultura de precisão) seguir protocolos internos e alertas dos provedores de serviço;
  • Fotógrafos e observadores verificar previsões locais de visibilidade e condições meteorológicas.

Estado atual e próximos passos

As previsões indicam passagem da perturbação geomagnética entre a noite de 19 e a manhã de 20 de janeiro. A probabilidade de auroras em latitudes médias é elevada, assim como o risco de interferência temporária em sinais por satélite e GNSS. Impactos de longa duração ou danos generalizados não são o cenário predominante nos boletins consultados.

Os centros de monitoramento espacial atualizarão prognósticos conforme novos dados das sondas solares e observações terrestres. Caso as leituras mostrem aumento rápido na intensidade ou mudança na direção da CME, avisos mais severos poderão ser emitidos, e operadores de infraestrutura sensível deverão avaliar necessidade de ações preventivas adicionais.

Fontes

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Analistas apontam que o acompanhamento contínuo dos dados solares pode ser decisivo para prevenir interrupções em serviços estratégicos nas próximas semanas.

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