MP-PR acusa mulher de omissão após deixar amigo em trilha; órgão também requer indenização de R$ 13 mil.

MP-PR denuncia jovem por omissão e pede R$ 13 mil

Ministério Público do Paraná denunciou Thayane Smith por omissão de socorro após desaparecimento em trilha; MP pede R$ 13 mil em reparação.

Acusação formal por omissão no Pico Paraná

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) apresentou denúncia criminal contra Thayane Smith pela suposta prática de omissão de socorro em episódio ocorrido no Pico Paraná, conforme peça ministerial divulgada pelo órgão. Além da ação penal, o MP requer reparação de danos no valor de R$ 13 mil.

Segundo a denúncia, o caso envolve o desaparecimento de Roberto Faria Thomaz, que, de acordo com o documento, ficou sem notícias por cerca de cinco dias após ficar separado do grupo durante a trilha. O MP-PR sustenta que Thayane teria se omitido ao não prestar socorro ou solicitar ajuda em momento em que poderia ter evitado ou mitigado o risco à integridade física do amigo.

De acordo com levantamento e cruzamento de documentos e reportagens, a apuração da redação do Noticioso360 aponta que a peça ministerial foca em eventuais falhas na assistência imediata e na conduta considerada omissa da acusada.

O que a denúncia aponta

Detalhes da peça ministerial

Na denúncia, o MP-PR descreve que, durante a subida ao ponto conhecido como Pico Paraná, houve separação entre os dois integrantes do grupo. O órgão afirma que Roberto ficou sem contato por cerca de cinco dias e que Thayane não acionou serviços de resgate nem tomou medidas para reduzir o risco ao colega.

Além do relato de abandono, a acusação traz elementos sobre a cronologia dos fatos, possíveis comunicações descartadas e a falta de busca imediata em áreas próximas ao ponto em que os trilheiros estavam. Com base nisso, o MP requer a responsabilização penal e, em caráter civil, a indenização de R$ 13 mil a título de reparação por danos materiais e morais.

Pontos que ainda estão em apuração

Por outro lado, reportagens e as primeiras diligências indicam que algumas circunstâncias ainda dependem de comprovação. Entre as questões em aberto estão:

  • O tempo exato de separação entre os dois participantes da trilha;
  • Os meios de comunicação disponíveis no momento — se havia sinal ou equipamentos alternativos;
  • Se houve tentativa razoável de acionar socorro ou buscar a vítima antes do desaparecimento prolongado;
  • Condições climáticas e de acesso ao local que poderiam ter impedido uma ação imediata sem risco excessivo.

Esses elementos serão centrais na fase de instrução — caso a denúncia avance — para definir se houve omissão de socorro nos termos do Código Penal e da jurisprudência aplicada a casos semelhantes.

Implicações jurídicas

Especialistas consultados por veículos que cobriram o caso destacam que a tipificação de omissão de socorro exige prova de que o agente tinha conhecimento da situação de perigo e efetiva possibilidade de agir sem risco pessoal excessivo. Em suma, é necessário demonstrar que a acusada poderia, de forma razoável, ter prestado auxílio ou solicitado ajuda.

Advogados ouvidos nos primeiros relatos lembram que a responsabilização criminal difere da responsabilização civil: a primeira busca punir a conduta, enquanto a segunda busca reparação pelos prejuízos sofridos pela vítima ou seus familiares. A peça ministerial combina ambos os pedidos — medida que não é incomum em casos com potencial de dano físico e psicológico.

Contexto humano e segurança em trilhas

O episódio reacende a discussão sobre planejamento e responsabilidades durante atividades em áreas remotas. Autoridades que acompanham ocorrências em montanhas costumam aconselhar que grupos levem equipamentos de comunicação, mapas, kits de primeiros socorros e planejem pontos de encontro caso alguém se perca.

Por um lado, existe a expectativa de auxílio mútuo entre colegas de aventura; por outro, pesa a necessidade de avaliação do risco pessoal. Equipes de resgate e guias experientes recomendam que qualquer ação de socorro seja ponderada para não transformar um problema em múltiplas vítimas.

Procedimento processual e próximos passos

Processualmente, a denúncia apresentada pelo MP-PR formaliza a posição do órgão investigador, mas não equivale a uma condenação. Cabe à Justiça analisar as provas, ouvir as partes e decidir pela eventual pronúncia ou rejeição da acusação.

Próximas etapas previstas incluem: recebimento da denúncia pelo juízo competente, apresentação de defesa por parte de Thayane, diligências complementares solicitadas pelo magistrado e, se autorizadas, a produção de provas periciais sobre horários, localização e condições de comunicação no local.

Repercussões e observações finais

Além dos desdobramentos judiciais, o caso tem potencial para impactar condutas e orientações sobre segurança em trilhas. Organizações que promovem ecoturismo podem revisar recomendações e exigir briefings mais rígidos antes de expedições a pontos mais isolados.

Para familiares e leitores interessados, a recomendação é acompanhar atualizações provenientes do Ministério Público e do poder judiciário, que serão decisivas para esclarecer responsabilidades. A cobertura do caso seguirá atualizando decisões judiciais, manifestações da defesa e eventuais laudos periciais.

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Fontes

Analistas responsáveis pela cobertura apontam que o caso pode influenciar recomendações sobre segurança em ambientes rurais e de montanha nos próximos meses.

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