Desde o início do mês, moradores e comerciantes do Rio de Janeiro têm convivido com interrupções na rede elétrica que levaram à instalação indiscriminada de geradores em pelo menos três grandes áreas da cidade: Zona Norte, Zona Sul e Sudoeste.
Relatos coletados em registros de imprensa e redes sociais apontam para falhas que variaram entre quedas rápidas e cortes prolongados. Em pontos turísticos e residenciais da Zona Sul, como Copacabana e Leme, o problema tem sido recorrente desde o dia 2 do mês, com perda de equipamentos sensíveis, intermitência em elevadores e falhas em semáforos.
Apuração e curadoria
A apuração do Noticioso360, com cruzamento de boletins e informações publicadas pelo G1 e pela Agência Brasil, identificou ainda relatos de apagão parcial no entorno do Grande Méier e registros de interrupções em setores da Tijuca e do Sudoeste.
Segundo a investigação da redação do Noticioso360, gestores comerciais informaram que a reabertura do Shopping Tijuca nesta sexta-feira ocorreu com o subsolo interditado por causa de danos em sistemas de energia e drenagem. Lojas e operadores seguem dependendo de geradores para retomar parte das atividades.
Como a cidade reage
O uso de geradores móveis e estacionários tornou-se resposta imediata em shoppings, pequenos hospitais, supermercados e estabelecimentos que precisam manter refrigeração e atendimento. Embora a medida garanta funcionamento mínimo, moradores e técnicos alertam para riscos de instalação improvisada, sobrecarga e falta de manutenção adequada.
“Perdemos equipamentos e mercadorias por causa das oscilações. Em dias críticos, o elevador parou e houve pânico entre moradores”, diz um síndico da Zona Sul que preferiu não se identificar. Em outras localidades, comerciantes relatam gasto extra com aluguel e operação de geradores.
Impacto na mobilidade e serviços
Além do comércio, cortes prolongados afetam transporte e segurança viária. Semáforos inoperantes alteram o fluxo e aumentam o risco de acidentes em cruzamentos, sobretudo em áreas de grande movimento turístico como Copacabana.
No aspecto habitacional, prédios sem gerador central ficam sujeitos à falta de água quando bombas não conseguem operar. Pequenos hospitais e clínicas, mesmo com geradores, relatam dificuldade em manter rotina enquanto equipes aguardam reparos na rede.
Causas e condições climáticas
Técnicos consultados indicam que a sequência de eventos coincidiu com variações climáticas: após dias de calor intenso, a cidade registrou chuva de granizo e temporais isolados. Descargas atmosféricas, queda de árvores e picos de demanda são apontados como fatores que agravaram a vulnerabilidade do sistema de distribuição.
Fontes do setor elétrico ouvidas por veículos locais destacam que tempestades e picos de consumo em dias de calor podem sobrecarregar transformadores e linhas de distribuição, resultando em interrupções temporárias ou em necessidade de desligamentos programados para reparo.
Resposta institucional e divergências
A concessionária responsável pela distribuição tem divulgado calendários de normalização e acionado equipes de manutenção emergencial. Em comunicados, a empresa informa prazos e trabalhos em andamento para restabelecer a energia.
No entanto, há divergência entre comunicados oficiais e relatos de moradores sobre os prazos e a extensão das áreas afetadas. Enquanto a concessionária tende a divulgar estimativas de normalização, moradores relatam repetição de interrupções no mesmo endereço e falta de transparência sobre causas específicas.
Riscos e custos
O movimento massivo para uso de geradores levanta preocupações de segurança e de custo, especialmente para pequenos empresários. Equipamentos mal instalados aumentam risco de incêndio e choque, além de gerar despesas adicionais com combustível e manutenção.
Especialistas consultados sugerem que, a médio prazo, a solução passa por diagnóstico detalhado da rede e investimentos em reforço de infraestrutura, além de campanhas informativas sobre operação segura de geradores.
Bloco de sugestões (VEJA MAIS)
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Projeção
Analistas apontam que, se os episódios se repetirem junto a eventos climáticos extremos, será necessário revisitar planos de contingência e acelerar investimentos na malha de distribuição do Rio. A governança do setor e a comunicação entre concessionária, poder público e cidadãos serão determinantes para reduzir impactos futuros.
Fontes
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Analistas apontam que o movimento pode levar a revisões nas prioridades de investimento e nas políticas de manutenção nos próximos meses.
Veja mais
- Diego ‘Feijão’, condenado a 11 anos por tentativa de homicídio, foi preso em Belo Horizonte nesta terça-feira.
- Condenada por homicídio, Suzane enfrenta obstáculos jurídicos, mas a condenação não impede automaticamente o direito à herança.
- Ida à delegacia não resultou na liberação do corpo; perícias e trâmites impediram entrega imediata.



