O pastor Silas Malafaia fez críticas públicas à ex-ministra Damares Alves após menções de que ela frequentaria a Igreja da Lagoinha em declarações relacionadas a um caso envolvendo um preso ligado a apurações sobre fraudes no INSS.
Segundo análise da redação do Noticioso360, que cruzou informações de veículos nacionais, houve confirmação da prisão de um parente ligado ao Banco Master e da repercussão pública das menções religiosas, mas faltam evidências públicas que estabeleçam ligação operacional entre a igreja e eventuais esquemas de fraude.
Contexto e cronologia dos fatos
Relatos publicados em veículos nacionais apontaram que a prisão de um homem identificado pela imprensa como parente do dono do Banco Master reacendeu questionamentos sobre conexões sociais e religiosas entre investigados e lideranças locais.
Em paralelo, Damares Alves — figura pública com histórico de atuação em pastores e movimentos religiosos — teria mencionado a Igreja da Lagoinha em contexto público. A referência motivou reação de Malafaia, que utilizou termo forte ao criticar a menção, descrevendo a ex-ministra como “linguaruda” em manifestação transmitida por redes sociais e repercutida por outros comentaristas.
O que a apuração confirmou
A checagem preliminar adotada pelo Noticioso360 focou em três pontos: a identidade do preso e sua relação com o Banco Master; a frequência de Damares à congregação mencionada; e o teor preciso das declarações de Malafaia.
1) Prisão: há confirmações públicas, em reportagens de grande circulação, sobre a detenção do parente do empresário associado ao Banco Master. Fontes jornalísticas relataram o episódio e os desdobramentos iniciais da investigação.
2) Vínculo religioso: em diversas ocasiões públicas e perfis biográficos, Damares declarou aproximação com comunidades evangélicas e houve menções de que frequenta ou frequentou a Igreja da Lagoinha. Essas referências aparecem em reportagens e em material de arquivo, sem, contudo, indicar vínculo formal além da participação como fiel ou frequentadora.
3) Declarações de Malafaia: foi possível confirmar que o pastor proferiu críticas diretas a Damares em tom contundente. No entanto, a transcrição completa, com data, local e registro audiovisual integral, não foi encontrada de forma abrangente nas fontes abertas consultadas pela redação.
Limitações e cuidados na verificação
Importante destacar limitações da apuração: não houve acesso a bases documentais internas, autos judiciais completos ou gravações integrais dos pronunciamentos. Por isso, a reportagem evita conclusões sobre conivência institucional entre a Igreja da Lagoinha e investigados.
Além disso, embora existam referências a pedidos de depoimento em comissões parlamentares (CPMI), constatou-se que requerimentos podem ser protocolados sem votação, o que gera menções em matérias que nem sempre refletem decisões efetivamente tomadas. Essa diferença explica variações de ênfase entre os veículos consultados.
Repercussão pública e posicionamentos
Nas redes sociais, a troca de farpas entre líderes religiosos e figuras públicas intensificou o debate sobre a fronteira entre fé e política. Apoios e críticas circulam em posts e vídeos de influenciadores, e entrevistas gravadas com líderes locais aumentaram a visibilidade do caso.
Procuradas para comentar, as assessorias de Damares e da Igreja da Lagoinha não forneceram, até o fechamento desta matéria, documentos que comprovassem envolvimento institucional com o investigado. Da mesma forma, não foi localizada declaração oficial do Banco Master relativa ao parentesco mencionado nas reportagens consultadas.
O que falta para avançar na investigação
A redação do Noticioso360 recomenda medidas concretas para aprofundar a apuração: solicitar cópias de autos e decisões judiciais, obter transcrições ou registros integrais das falas de Malafaia, e entrevistar representantes da Igreja da Lagoinha, do Banco Master e assessorias de Damares para obter posicionamentos formais.
Além disso, é necessário consultar as listas oficiais de convocações e votações da CPMI envolvida para confirmar o histórico de requerimentos e esclarecer quais diligências foram, de fato, levadas adiante.
Riscos de interpretação
Sem documentação pública que comprove fluxo financeiro, contratos ou decisões institucionais, qualquer afirmação que conecte a instituição religiosa ao suposto esquema de fraudes do INSS seria especulativa. A distinção entre laços sociais (frequentadores, amizades ou parentescos) e vínculos operacionais precisa ser mantida com rigor jornalístico.
Próximos passos da cobertura
O Noticioso360 continuará a atualizar a matéria conforme novas evidências documentais forem obtidas. A prioridade editorial será a checagem de documentos judiciais e registros formais de pronunciamentos.
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Fontes
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