Parlamentares da oposição informaram, em 13 de janeiro de 2026, que teriam encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedidos para que Fábio Luís Lula da Silva (conhecido como Lulinha) fosse submetido a tornozeleira eletrônica e tivesse o passaporte retido em investigação sobre suposta fraude no INSS.
Segundo análise da redação do Noticioso360, entretanto, a checagem em portais jornalísticos de grande circulação e em registros públicos do Judiciário não encontrou, até 14 de janeiro de 2026, evidências públicas que confirmem a existência de um pedido formal ao STF com essas medidas específicas.
O que foi apurado
Nossa verificação cruzou reportagens e consultas nos portais G1, Folha de S.Paulo, CNN Brasil, Reuters, Estadão e Agência Brasil. Também foram consultadas as bases públicas do próprio STF e comunicados de órgãos vinculados ao INSS.
Não houve identificação de reportagem que cite autos, decisões ou notas oficiais que comprovem a aplicação imediata de medidas como monitoramento eletrônico ou apreensão de documento contra Lulinha. As menções que circulam em redes sociais e em declarações políticas apontam a intenção de solicitar tais medidas, mas não substituem documentos judiciais.
Como costumam tramitar medidas cautelares
Fontes jurídicas e procuradores ouvidos informalmente pela reportagem explicaram que pedidos de tornozeleira eletrônica e retenção de passaporte dependem, em geral, de fundamentação que demonstre risco de fuga, obstrução de investigação ou ameaça à ordem pública.
Além disso, quando autuadas, petições dirigidas ao STF costumam ficar registradas em sistemas eletrônicos de acesso público; em casos que envolvem figuras públicas com alta exposição, normalmente há comunicação formal ou registro público da autuação. A ausência de autuação pública reforça a necessidade de cautela sobre as alegações em circulação.
Possibilidades e limitações da apuração
Por outro lado, é possível que procedimentos iniciais tramitem em instâncias inferiores ou em fase pré-processual sem publicidade, o que impediria verificação imediata por meio de portais e sistemas públicos. Nesses casos, eventual remessa ao STF ou pedido de medidas cautelares só poderia ser confirmada mediante acesso aos autos ou nota das autoridades competentes.
Nossa equipe buscou comunicados oficiais de delegacias e do próprio INSS relacionados a fraudes previdenciárias, mas não localizou declarações que confirmassem a adoção das medidas apontadas.
O que circula nas redes
Mensagens em redes sociais e publicações de representantes políticos atribuem ao episódio a intenção de obter medidas cautelares. Algumas postagens mostram imagens ou textos que sugerem a existência de um documento encaminhado ao STF, mas não apresentaram cópia do auto ou link para protocolo público que possa ser checado.
Essas menções, por si só, não constituem prova; na prática jornalística e jurídica, decisões e pedidos só produzem efeito público quando registrados em autos ou comunicados oficiais.
Recomendações da redação
Recomendamos aos leitores que aguardem a publicação de documentos oficiais ou reportagens que citem autos judiciais antes de considerar a narrativa como verificada. Consulte diretamente os canais do STF e do Ministério Público e prefira reportagens que exibam acesso a autos ou notas das autoridades envolvidas.
O Noticioso360 continuará acompanhando o caso e atualizará esta apuração assim que houver publicações verificáveis. Se e quando documentos ou notas oficiais forem divulgados, confrontaremos versões e publicaremos cópias e referências.
Transparência editorial
Até a data desta apuração (14 de janeiro de 2026), o Noticioso360 não encontrou evidências públicas que comprovem a aplicação de tornozeleira eletrônica ou a retenção de passaporte contra Fábio Luís (Lulinha).
O principal recado desta verificação é duplo: primeiro, alegações amplificadas em redes sociais exigem comprovação em fontes primárias — decisões judiciais, comunicados oficiais ou reportagens com acesso a autos. Segundo, medidas como monitoramento eletrônico e apreensão de passaporte são atípicas sem fundamentação grave e registrada em decisões judiciais.
Metodologia resumida
- Busca por termos-chave em portais nacionais (G1, Folha, CNN Brasil, Reuters, Estadão e Agência Brasil).
- Consulta às bases públicas do STF e a comunicados institucionais ligados ao INSS.
- Entrevistas informais com procuradores e especialistas em processo penal e em direito previdenciário.
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Fontes
- G1 — 2026-01-13
- Folha de S.Paulo — 2026-01-13
- CNN Brasil — 2026-01-13
- Reuters — 2026-01-13
- Estadão — 2026-01-13
- Agência Brasil — 2026-01-13
Analistas apontam que o movimento pode redefinir o cenário político nos próximos meses.
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