Em dezembro de 2025, 17 capitais registraram alta na cesta básica; Maceió teve a maior variação.

Cesta básica sobe em 17 capitais; Maceió lidera alta

Em dezembro de 2025, a cesta básica subiu em 17 capitais; Maceió registrou alta média de 3,19%, aponta DIEESE e apuração do Noticioso360.

Alta em 17 capitais pressiona orçamentos familiares

Em dezembro de 2025, a elevação dos preços da cesta básica atingiu 17 capitais brasileiras, com destaque para Maceió, que registrou a maior alta média do período: 3,19%.

Outras capitais com aumentos relevantes foram Belo Horizonte (1,58%), Salvador (1,55%), Brasília (1,54%) e Teresina (1,39%). A variação foi verificada na Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), que monitora mensalmente um conjunto padronizado de itens alimentares.

A apuração do Noticioso360, baseada nas informações do DIEESE e no cruzamento de reportagens da Agência Brasil e do G1, confirmou que 17 capitais registraram alta em dezembro e detalhou as capitais com as maiores variações.

Como a pesquisa é feita

O DIEESE calcula a variação da cesta básica a partir de preços coletados em estabelecimentos selecionados nas capitais, ponderando as quantidades definidas para uma família padrão. A referência permite comparar a evolução dos preços mês a mês e entre diferentes localidades.

Segundo a nota técnica do DIEESE (publicada em 07/01/2026), a coleta considera supermercados e atacarejos representativos de cada cidade, com ajustes para variação de mercados locais e itens sazonais.

Principais variações por capital

Maceió liderou a alta em dezembro, com 3,19% de aumento médio da cesta. Em números absolutos, itens como tomate e cebola tiveram participação importante na pressão de preços na cidade.

Belo Horizonte, Salvador, Brasília e Teresina aparecem na sequência, com variações entre 1,39% e 1,58%. Em outras capitais, as alterações foram mais moderadas, próximas a 1% ou praticamente estáveis, dependendo da composição local da cesta.

Quais produtos mais influenciaram

Os itens de maior volatilidade apontados pelas fontes foram hortifrutigranjeiros (tomate e cebola) e óleo de cozinha. Flutuações na oferta desses produtos, somadas a custos logísticos, explicam boa parte das oscilações mensais.

Em mercados atacadistas consultados pelas reportagens, houve relatos de menor oferta de alguns hortifrutis em função de safras regionais e impactos climáticos pontuais, o que elevou os preços no varejo.

Fatores que pesaram na alta

Variações sazonais na oferta, custos de transporte e elevação de insumos explicam a maior parte do movimento observado em dezembro. Oscilações cambiais e o preço dos combustíveis afetam a cadeia logística, repassando custos ao consumidor.

Além disso, a composição da cesta faz diferença: em capitais onde produtos com maior peso no cálculo subiram mais, a variação final tende a ser mais expressiva.

Impacto para as famílias

O aumento da cesta básica tem efeito direto sobre famílias de baixa renda, que destinam maior parcela do orçamento à alimentação. Reportagens da Agência Brasil destacaram declarações de economistas sobre a perda de poder de compra quando itens essenciais sobem consecutivamente.

Analistas ouvidos nas matérias também alertaram para o efeito acumulado: aumentos mensais sucessivos corroem rapidamente o orçamento familiar e podem ampliar insegurança alimentar em grupos vulneráveis.

Comparação entre veículos e consistência dos dados

As reportagens do G1 trouxeram tabelas detalhadas por capital e comentários sobre os itens que pressionaram a alta. A Agência Brasil enfocou mais o impacto social, com entrevistas e análises de especialistas. Em termos de números, as três fontes consultadas — DIEESE, Agência Brasil e G1 — apresentam convergência, e a apuração do Noticioso360 revisou as bases para verificar coerência nas datas de coleta e nas cifras divulgadas.

O que observar adiante

Há incertezas que merecem acompanhamento: variações climáticas podem alterar a oferta de hortifrutis, e mudanças nos preços dos combustíveis influenciam o custo do transporte de alimentos. Políticas públicas de abastecimento e apoio à produção local podem atenuar oscilações no curto prazo.

Especialistas consultados lembram ainda que a tendência futura depende da combinação entre oferta, demanda e políticas de estabilização. Monitorar os relatórios do DIEESE e as atualizações jornalísticas nas próximas semanas é essencial para avaliar se as altas continuarão ou se haverá reversão.

Projeção: analistas apontam que a continuidade das pressões sobre hortifrutis e custos logísticos pode manter a volatilidade dos preços nos próximos meses, exigindo acompanhamento atento por parte de consumidores e formuladores de políticas públicas.

Fontes

Veja mais

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima