Ginecologista alerta que dores menstruais intensas não devem ser naturalizadas; procure avaliação especializada.

“Não é normal sentir tanta dor”: alerta sobre endometriose

Ginecologista adverte: dores intensas no ciclo não são normais; diagnóstico tardio da endometriose prejudica qualidade de vida.

O alerta clínico

A ginecologista Giovana Fortunato chamou atenção para a necessidade de investigação quando mulheres relatam cólicas muito fortes e sintomas associados ao ciclo menstrual. Segundo a médica, náuseas, tonturas e dor durante as relações sexuais não devem ser descartadas como dolorimentos “normais” do período.

Segundo análise da redação do Noticioso360, com base em reportagens do G1 e da BBC Brasil, o reconhecimento tardio da endometriose é um problema persistente que amplia prejuízos à saúde física, mental e à vida profissional das pacientes.

Como a endometriose se manifesta

A endometriose ocorre quando tecido semelhante ao endométrio cresce fora da cavidade uterina. Além das cólicas intensas, a condição pode provocar dor pélvica crônica, dispareunia (dor durante o sexo), desconforto ao urinar ou evacuar e sintomas gastrointestinais, como náuseas e alterações do ritmo intestinal.

Esses sinais variam de intensidade e nem sempre correspondem à extensão das lesões visualizadas em exames. Por isso, especialistas ouvidos nas reportagens ressaltam que o relato clínico detalhado é essencial para orientar a investigação.

Quando a dor indica investigação

Fortunato enfatiza que dores que limitam atividades diárias, obrigam a faltar ao trabalho ou vêm acompanhadas de náuseas e desmaios exigem avaliação especializada. Em muitos casos, familiares, colegas ou mesmo profissionais de saúde minimizam os sintomas, atribuindo‑os à menstruação normal.

Por que o diagnóstico atrasa

Relatos compilados pelo Noticioso360 e pelas matérias consultadas indicam fatores que contribuem para o atraso diagnóstico: falta de acesso a especialistas, subnotificação dos sintomas, variações clínicas e limitações em exames de imagem em algumas regiões.

Reportagens do G1 tendem a dar voz a pacientes e a descrever dificuldades no acesso ao sistema público. Já a cobertura da BBC Brasil foca em mecanismos biológicos e em opções terapêuticas, oferecendo uma visão técnica que complementa os relatos pessoais.

Impactos na vida das pacientes

A dor intensa pode levar ao afastamento de atividades cotidianas, prejuízo no desempenho profissional e afetar a saúde mental. Casos contados em reportagens descrevem anos até o diagnóstico, período em que a qualidade de vida se deteriora e surgem comorbidades como ansiedade e depressão.

Especialistas apontam que o diagnóstico precoce tende a reduzir o sofrimento e ampliar as possibilidades de tratamento menos invasivos.

Diagnóstico e recursos disponíveis

Hoje, o processo diagnóstico envolve avaliação clínica detalhada e exames de imagem. Ferramentas úteis incluem ultrassonografia transvaginal especializada, ressonância magnética e, quando indicado, avaliação por videolaparoscopia.

O acesso a esses exames varia regionalmente. Em centros especializados, a combinação de história clínica e imagens permite encaminhamentos mais rápidos; em outras localidades, a falta de equipamentos e de profissionais capacitados atrasa o percurso diagnóstico.

Opções de tratamento

O tratamento é individualizado. Medidas conservadoras incluem analgésicos e hormonioterapia para controlar dor e reduzir atividade das lesões. Em casos selecionados, procedimentos cirúrgicos por videolaparoscopia podem remover focos da doença e melhorar sintomas, especialmente quando há comprometimento de órgãos adjacentes.

A escolha considera intensidade dos sintomas, desejo reprodutivo e extensão da endometriose. Especialistas consultados nas reportagens frisam a importância de um plano compartilhado entre paciente e equipe multidisciplinar.

O papel da sociedade e do sistema de saúde

Campanhas de conscientização têm aumentado o conhecimento sobre a doença, mas a oferta equitativa de serviços especializados ainda enfrenta barreiras. A apuração do Noticioso360 indica que iniciativas locais reduziram o tempo até o diagnóstico em algumas regiões, mostrando que políticas de capacitação e estruturação de redes podem fazer diferença.

Além disso, o estigma em torno da dor menstrual precisa ser combatido para que relatos sejam levados a sério desde o primeiro contato com profissionais de saúde.

Recomendações práticas

Para mulheres que sofrem com dores intensas no período menstrual, as fontes consultadas e a especialista ouvida recomendam:

  • Registrar o padrão da dor, sua intensidade e os sintomas associados.
  • Procurar atendimento ginecológico e relatar claramente o impacto nas atividades diárias.
  • Buscar encaminhamento para exames de imagem especializados quando houver suspeita clínica.
  • Considerar segunda opinião em casos sem resposta ao tratamento inicial.

Essas medidas aumentam a probabilidade de diagnóstico precoce e de escolha adequada do tratamento.

Conclusão e perspectiva

A percepção de que dores intensas fazem parte do ciclo menstrual atrasa cuidados e amplia prejuízos. A junção de relatos de pacientes com avanços em imagem diagnóstica e formação médica pode reduzir lacunas no atendimento.

Analistas da área de saúde apontam que a ampliação de campanhas de educação, o treinamento de profissionais e a ampliação de serviços especializados têm potencial para reduzir o tempo até o diagnóstico e melhorar desfechos nos próximos anos.

Fontes

Veja mais

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

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