Corinthians quita primeira parcela e evita novo transfer ban
O Corinthians acertou um acordo com o meia Matías Rojas e efetuou o pagamento da primeira parcela de uma dívida que poderia gerar um novo transfer ban pela Fifa. O entendimento entre o clube e a defesa do jogador interrompeu, por ora, o procedimento executivo que ameaçava restringir o registro de novas contratações.
A apuração do Noticioso360 cruzou documentos e falas de fontes envolvidas e confirma que as negociações ocorreram nas últimas semanas entre a diretoria corintiana e o advogado Rafael Botelho, do escritório PVBT Law, que representa o atleta.
Como foi o acordo
Segundo interlocutores ouvidos pela reportagem, o Corinthians reconheceu parte da dívida apontada por Rojas e se comprometeu a um parcelamento com garantia de depósitos futuros. Fontes consultadas informaram que a primeira parcela foi paga em caráter urgente para evitar a abertura de novo processo executivo pela Fifa.
Em trocas de mensagens e reuniões mediadas pelo escritório do advogado, houve consenso sobre cronograma e mecanismos de garantia. Por outro lado, representantes do clube mantiveram que não havia um atraso sem justificativa em documentos públicos anteriores, o que aproxima as versões em termos formais, embora valores e prazos exatos sigam em tratativa.
Risco de sanção e impacto esportivo
Historicamente, o Corinthians já enfrentou sanções vinculadas a débitos e transfer bans da Fifa. Uma nova restrição impediria o registro de reforços em janelas de transferência ativas, afetando o planejamento da comissão técnica e a estratégia de mercado do clube.
Com a quitação da primeira parcela, o cenário imediato de punição foi afastado, conforme indicaram as fontes. No entanto, autoridades do clube e o estafe do jogador concordam que o cumprimento integral do cronograma é determinante para evitar que a Fifa retome a execução do pedido.
Posições oficiais e pontos em aberto
O Corinthians não divulgou um boletim pormenorizado sobre o montante total ou o calendário de pagamentos, mas fontes internas confirmaram o depósito. A defesa de Rojas confirmou o acordo por meio de interlocução com jornalistas, indicando que o parcelamento foi aceito pela viabilidade de recebimento e para evitar litígios prolongados em instâncias internacionais.
Há divergências formais entre as versões quanto a valores e garantias. Advogados consultados pela reportagem explicaram que, em diferenças deste tipo, é comum a formalização por meio de termos de acordo com cláusulas de garantia (penhor, aval ou depósito administrativo) para resguardar o credor e evitar execução imediata.
Evento no tempo e procedimento
De acordo com fontes jurídicas familiarizadas com casos semelhantes, quando a Fifa recebe indícios de inadimplência que justificam execução, costuma dar abertura a um procedimento que antecede o bloqueio de registros. A interrupção dessa via administrativa depende, muitas vezes, de demonstrações concretas de pagamento ou de compromisso formal de quitação.
No caso analisado, a rapidez no pagamento da primeira parcela foi determinante para que a instância internacional não avançasse com medidas de emergência. Fontes ligadas ao estafe de Rojas afirmaram que a estratégia priorizou a viabilidade de recebimento e a resolução sem a necessidade de escalonamento judicial.
Consequências para o clube
Internamente, a diretoria avalia o acordo como um custo necessário para preservar a atividade esportiva. Em janelas de mercado, qualquer impedimento de registro poderia cobrar um preço alto no rendimento da equipe e em negociações em andamento.
Além disso, a resolução do caso evita desgaste institucional e desgasta menos a imagem do clube perante a Fifa e potenciais parceiros. Ainda assim, dirigentes ouvidos em off sustentam que é preciso avançar na regularização completa para impedir que situações semelhantes voltem a ocorrer.
O que pode acontecer agora
O cumprimento das parcelas seguintes será acompanhado pelo estafe do jogador e, em caso de descumprimento, a defesa e a Fifa podem retomar o pedido de bloqueio de transferências. A expectativa das partes é de que a regularização completa ocorra nos próximos meses, desde que o cronograma acordado seja cumprido.
A redação do clube e o departamento jurídico permanecem em diálogo com os representantes do atleta para formalizar as garantias e reduzir a margem para novos litígios. Caso o acordo seja integralmente cumprido, o episódio tende a encerrar-se sem impacto adicional.
Fontes
Veja mais
- Howard afirma que Obsidian era escolha natural; apuração do Noticioso360 cruza entrevistas e registros públicos.
- Clube marca encontro com Hulk e sua agente para apresentar proposta ampla de permanência e funções pós-carreira.
- Presença de Nicolás Maduro limita gestos e impõe cuidado diplomático entre Brasil e EUA.
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Analistas apontam que o movimento pode influenciar o planejamento esportivo do Corinthians e redefinir decisões de mercado nos próximos meses.



