Neurocirurgião alerta: coquetéis, drinques e energéticos com álcool elevam risco de problemas vasculares.

Bebidas que mais prejudicam a saúde vascular

Consumo excessivo de álcool e bebidas misturadas com energéticos aumenta pressão, arritmias e risco de AVC, dizem especialistas e apuração.

Bebidas de festa e risco vascular

O neurocirurgião vascular Victor Hugo Espíndola alerta que certos drinques e a mistura de álcool com energéticos podem aumentar o risco de problemas nos vasos sanguíneos e no cérebro.

Segundo análise da redação do Noticioso360, cruzando reportagens da Reuters e da BBC Brasil com revisões científicas citadas na imprensa, o padrão de consumo e a composição das bebidas são fundamentais para entender esse risco.

Por que alguns drinques são mais perigosos

Especialistas consultados em reportagens internacionais e revisões científicas destacam dois fatores principais: a intensidade do consumo e os componentes das bebidas.

O chamado binge drinking — ingestão intensa e episódica de álcool — eleva a pressão arterial de forma abrupta e pode desencadear arritmias. Coquetéis e drinques preparados com grandes volumes de álcool e açúcar favorecem ingestão rápida e mascaram a sensação de intoxicação, levando a excessos em curto período.

Energéticos misturados com álcool: combinação arriscada

Cardiologistas lembram que energéticos trazem estimulantes como cafeína que podem ocultar a sedação causada pelo álcool. Essa falsa sensação de alerta leva pessoas a consumirem mais do que o planejado.

Além disso, a combinação intensifica efeitos cardiovasculares — taquicardia, elevação da pressão arterial e maior propensão a arritmias — fatores que podem precipitar eventos vasculares em pessoas com predisposição.

O que a apuração mostra

A reportagem do Noticioso360 compilou evidências jornalísticas e científicas que questionam a noção de um nível de consumo totalmente seguro. Estudos citados pela Reuters apontam associação entre ingestão de álcool e maior risco de acidente vascular cerebral (AVC).

Por outro lado, matérias da BBC Brasil destacam vínculos entre álcool e risco de câncer, além de apontar lacunas em estudos observacionais. Em resumo, a maioria das apurações consultadas indica prejuízos claros quando o consumo é frequente ou ocorre em grandes quantidades.

Fatores pessoais que mudam o risco

O risco vascular não depende só da bebida. Histórico de hipertensão, diabetes, tabagismo, idade e uso de medicamentos aumentam a vulnerabilidade.

Em conversa com especialistas brasileiros, o médico ouvido pela apuração ressaltou que avaliar o perfil individual é essencial. Pessoas com fatores de risco devem evitar completamente misturas estimulante+álcool e reduzir a frequência do consumo.

Sinais de alerta e orientações práticas

Se houver sintomas como dor no peito, desmaio, confusão mental ou fraqueza súbita, procure atendimento de emergência imediatamente. Esses sinais podem indicar um evento vascular grave.

Na prática, cardiologistas e neurologistas recomendam:

  • Evitar binge drinking e limitar a quantidade ingerida em cada ocasião;
  • Não misturar energéticos com bebidas alcoólicas;
  • Preferir opções com menor teor alcoólico e evitar bebidas altamente açucaradas;
  • Consultar um médico ao identificar fatores de risco (hipertensão, diabetes, histórico familiar).

O papel das políticas públicas

A apuração também evidencia a necessidade de intervenções além da recomendação clínica. Especialistas ouvidos por veículos internacionais sugerem campanhas educativas, fiscalização de rotulagem e restrições na comercialização de produtos que incentivem a mistura de álcool com estimulantes.

Grupos que defendem consumo moderado lembram limitações de alguns estudos observacionais, mas as evidências reunidas pelas reportagens consultadas apontam para um cenário em que restrições e informações mais claras podem reduzir danos populacionais.

Limitações e necessidade de pesquisas locais

Embora haja consistência nas recomendações gerais, pesquisadores ressaltam a falta de estudos longitudinais no Brasil que quantifiquem o impacto populacional específico dessas bebidas no longo prazo.

Portanto, a mensagem editorial do Noticioso360 é de precaução: reduzir frequência e intensidade do consumo, evitar misturas com energéticos e buscar avaliação médica quando houver fatores de risco.

Fontes

Veja mais

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Perspectiva: Analistas apontam que o aumento das evidências sobre danos vasculares pode impulsionar mudanças nas políticas de rotulagem e fiscalização nos próximos anos.

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