Imagens de iguanas imóveis e caindo de árvores circularam nas redes sociais após uma frente fria atingir o sul da Flórida no início do ano. Vídeos e fotos mostram répteis pendurados ou estendidos no chão, fenômeno que chamou atenção de moradores e turistas.
Segundo análise da redação do Noticioso360, com base em relatos da Reuters e da BBC Brasil, a causa primária foi a queda abrupta de temperatura — por curtos períodos, termômetros chegaram a marcas próximas ou abaixo de 0 ºC em pontos isolados do estado.
O que aconteceu
Biólogos contam que iguanas são animais ectotérmicos: dependem do calor externo para regular a atividade metabólica. Quando a temperatura ambiente cai rapidamente, a circulação e a capacidade motora diminuem, levando os répteis a um estado denominado torpor, que se manifesta por letargia e rigidez temporária.
Na prática, a falta de movimento provoca quedas das copas das árvores — cenário que foi gravado por moradores no sul da Flórida. Fontes locais relataram que muitos animais recuperaram a mobilidade com a elevação das temperaturas diurnas, embora exposições mais longas ao frio possam ser fatais.
Orientações de manejo
Autoridades ambientais e centros de manejo de vida selvagem emitiram orientações práticas. Entre as recomendações estão: não tentar aquecer o animal com água quente ou fontes de calor direta, evitar manuseio sem treinamento e procurar centros de reabilitação quando disponíveis.
Especialistas também alertam para o risco de ferimentos tanto para humanos quanto para os próprios animais. Manipular uma iguana acostumada a viver em árvores pode causar estresse e lesões se não for feito por pessoal capacitado.
Quando procurar ajuda
Caso um animal pareça ferido, com sinais de trauma além do torpor (sangramento, membros quebrados ou respiração comprometida), moradores devem acionar autoridades locais de vida selvagem ou organizações de resgate. Em situações apenas de torpor, o ideal é manter distância e permitir aquecimento gradual pelo ambiente.
Impacto e variação regional
Relatos indicam variação no desfecho: muitos indivíduos recuperaram-se, enquanto mortes foram registradas em áreas onde a exposição ao frio foi prolongada. A vulnerabilidade varia com a idade, condição física e tempo de exposição.
Além do impacto individual, episódios repetidos de frio intenso podem afetar populações locais, sobretudo em áreas onde iguanas não são nativas e já enfrentam outros fatores de estresse. Monitoramento e levantamentos populacionais ajudam a quantificar impactos em médio prazo.
Cobertura jornalística e verificação
Reportagens internacionais destacaram imagens chamativas, mas também trouxeram explicações científicas e alertas de manejo. A Reuters documentou moradores encontrando iguanas imóveis após a frente fria, enquanto a BBC Brasil consultou biólogos que explicaram o torpor e orientaram cuidados.
A curadoria do Noticioso360 cruzou essas fontes para oferecer contexto: além do choque das imagens, há um mecanismo biológico esperado por especialistas e recomendações práticas para o público.
Risco sanitário
Conforme verificado, não há indícios de risco sanitário direto para humanos nesse episódio. A preocupação é, sobretudo, com o bem-estar animal e possíveis efeitos ecológicos se eventos similares começarem a ocorrer com frequência.
O que a população pode fazer
Moradores e visitantes devem observar sem interferir, registrar localização e sinais visíveis (ferimentos, tempo estimado desde a queda) e informar autoridades locais se houver muitos animais afetados em uma mesma área. Centros de reabilitação e ONGs de fauna costumam orientar sobre procedimentos seguros.
Para evitar danos maiores, é importante não submeter os animais a mudanças bruscas de temperatura e não usar fontes de calor domésticas para “aquecer” um réptil, prática que pode agravar o quadro.
Prognóstico e recomendações futuras
Com a elevação das temperaturas diurnas, a maior parte das iguanas em torpor tende a recuperar-se. Ainda assim, autoridades ambientais recomendam monitoramento pontual e campanhas de orientação para população e turistas, especialmente em áreas que combinam clima temperado com espécies sensíveis.
Noticioso360 seguirá o desenrolar do caso, buscando informações de centros de reabilitação e universidades locais para quantificar o impacto e avaliar medidas de manejo.
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Fontes
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Analistas ambientais apontam que episódios de frio extremo podem modificar a dinâmica de espécies sensíveis e exigir novas estratégias de manejo regional.



