O Procon-SP autuou a empresa de cosméticos Wepink, ligada à influenciadora Virgínia Fonseca, e aplicou multa de R$ 1.566.416,66 por irregularidades em prazos de entrega, reembolso e atendimento ao consumidor.
Segundo análise da redação do Noticioso360, a penalidade decorre de uma série de reclamações registradas por consumidores e de indícios de falhas nos procedimentos internos da empresa, segundo apuração e cruzamento de dados disponíveis.
O que motivou a autuação
De acordo com o levantamento feito por órgãos de defesa do consumidor e com registros públicos de reclamações, as principais ocorrências que levaram à multa foram atraso sistemático na entrega de produtos, demora ou não efetivação de reembolsos e falhas no atendimento aos clientes.
Consumidores relataram compras que não chegaram dentro dos prazos informados, pedidos cancelados sem restituição imediata do valor e protocolos de atendimento sem retorno ou com respostas evasivas. O Procon-SP aponta, ainda, omissão na prestação de informações essenciais, como prazos e condições para troca e ressarcimento.
Base jurídica
Segundo o órgão, as condutas configuram descumprimento do Código de Defesa do Consumidor (CDC), que prevê prazos e deveres claros para fornecedores, além de obrigação de prestar informações adequadas.
Não foi possível, no momento desta publicação, acessar os autos completos do processo administrativo que fundamentam integralmente a penalidade. Documentos oficiais complementares podem detalhar a tipificação das infrações e eventual quantificação do dano.
Reclamações e padrão recorrente
O padrão identificado nas reclamações segue um perfil observado em outras autuações contra lojas virtuais: picos de vendas não acompanhados por logística compatível, sobrecarga nos canais de atendimento e lentidão em processos de reembolso.
Fontes consultadas por este veículo indicam que, em muitos casos, a falta de estrutura para pós‑venda é agravada por políticas comerciais agressivas, que priorizam a captação de clientes em promoções sem escalonar capacidade operacional.
Posicionamento da empresa e direito de defesa
Até a publicação, representantes da Wepink e da influenciadora Virgínia Fonseca não haviam sido formalmente ouvidos nesta matéria. É prática jornalística dar oportunidade de manifestação às partes antes da publicação, e notas ou defesas podem ser apresentadas no processo administrativo.
Empresas autuadas pelo Procon têm direito a recurso administrativo, e a multa pode ser revista ou suspensa conforme a defesa apresentada e eventual acordo com consumidores.
Impacto reputacional e mercado
Marcas associadas a figuras públicas, como influenciadores, tendem a experimentar repercussão imediata quando há conflitos com consumidores. Além do efeito direto sobre vendas, existe risco de perda de confiança e aumento da vigilância regulatória.
Para especialistas em governança de marcas, o caso ilustra a necessidade de integrar planejamento de marketing com capacidade logística e estrutura de atendimento, especialmente em lançamentos e campanhas de alto alcance.
O que consumidores devem fazer
Consumidores afetados e que ainda não registraram reclamação podem procurar o Procon-SP, registrar ocorrências em plataformas de defesa do consumidor e reunir comprovantes de compra, protocolos de atendimento e comunicações com a empresa.
Caso o reembolso não seja realizado dentro do prazo legal, o consumidor pode formalizar pedido junto ao órgão de defesa, acionando canais administrativos ou, se necessário, buscar medidas judiciais em juizado especial cível.
Próximos passos no processo
Espera‑se que o Procon-SP publique eventual nota técnica ou tenha movimentação processual que inclua a defesa da Wepink. A autuação pode evoluir para acordos coletivos, compromissos de adequação ou recursos administrativos que alterem o valor ou a aplicação da penalidade.
O Noticioso360 acompanhará desdobramentos e atualizará a reportagem assim que houver documentos oficiais, manifestação da empresa ou decisões administrativas subsequentes.
Fontes
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Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Analistas apontam que a intensificação da fiscalização sobre marcas de influenciadores pode redefinir exigências de governança e pós‑venda no comércio eletrônico nos próximos meses.



