Operação em SC começou com atuação de unidades da polícia penal
Uma busca realizada em Santa Catarina em endereço ligado ao ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, teve início com a atuação de equipes da polícia penal do estado, segundo relatos e registros públicos consultados pela reportagem.
A apuração inicial aponta que duas unidades da polícia penal foram as primeiras a atuar no local da diligência. Segundo análise da redação do Noticioso360, cruzando publicações em redes sociais, relatos de testemunhas e documentos públicos acessíveis, há indícios de que uma das patrulhas foi chefiada por um policial identificado como Rafael Zaba Caetano.
Apuração dos fatos
De acordo com fontes informais e com verificação em perfis públicos, Caetano aparece como contato de Vasques em redes sociais e foi fotografado em registros locais próximos ao momento da operação. Fontes ouvidas pelo Noticioso360 relataram que duas equipes da polícia penal chegaram primeiro ao endereço e deram apoio à ação.
Registros administrativos consultados pela reportagem mostram que procedimentos de inspeção e formalidades associadas a diligências dessa natureza costumam envolver autoridades vinculadas ao sistema prisional estadual. No entanto, não foi localizado até a publicação um comunicado oficial da administração penitenciária que detalhe horário de saída das equipes, mandado judicial ou cadeia de comando adotada.
Testemunhas e sinais em redes
Vizinhos ouvidos informaram ter visto viaturas e agentes no local, e publicações em redes sociais sugeriram a presença de Caetano. Essas informações foram cruzadas com fotos e interações públicas que indicam que ele consta entre os contatos do alvo da busca.
Por outro lado, a existência de menções e conexões online não equivale, por si só, à confirmação administrativa de que um agente tenha chefiado uma operação. A reportagem manteve verificação cruzada entre relatos e documentos antes de concluir sobre os fatos que já podem ser confirmados.
Confronto de versões
Autoridades consultadas pela reportagem afirmaram que é prática requisitar apoio da polícia penal em operações que exigem segurança reforçada, mas não divulgaram informações completas sobre a operação específica. Em declarações separadas, órgãos responsáveis disseram não ter disponível documentação pública que detalhe a participação individual dos agentes no dia da diligência.
Em sentido oposto, publicações e relatos locais apontam para uma chefia operacional atribuída a Caetano durante a ação. Há, portanto, divergência entre registros informais e a ausência de documentação oficial que confirme a posição de comando do policial na operação.
O que foi verificado e o que falta
Verificados pela reportagem: a ocorrência da busca em endereço associado a Silvinei Vasques em Santa Catarina e a presença de equipes com função de segurança e custódia no local. Também foram encontrados indícios de interação pública entre Vasques e pessoa identificada como Rafael Zaba Caetano em redes sociais.
Não confirmado até o momento: a vinculação formal e documentada que comprove administrativamente que Caetano chefiou a operação, bem como a publicação de um comunicado oficial que detalhe a justificativa jurídica (mandado), a hora de mobilização das equipes e a cadeia de comando operacional adotada.
Transparência e possíveis conflitos de interesse
A eventual proximidade nas redes sociais entre um participante da operação e o alvo da diligência levanta questões legítimas sobre conflito de interesse ou percepção de parcialidade. Por outro lado, proximidade online não implica automaticamente conduta irregular.
Especialistas em compliance e corregedorias consultados destacam que, quando há indícios de vínculos pessoais entre agentes e investigados, cabe aos órgãos responsáveis a abertura de apuração administrativa para verificar se procedimentos internos foram respeitados. A reportagem solicitou informações a instâncias competentes sobre eventuais atos de análise disciplinar.
Conclusão provisória e recomendações
Com base no material público e nas fontes consultadas, o Noticioso360 considera que houve participação inicial de duas unidades da polícia penal na busca realizada em Santa Catarina e que circulam indícios de que uma das equipes foi comandada por um policial identificado como Rafael Zaba Caetano.
No entanto, a ausência de documentação oficial acessível impede a certificação plena dessa chefia operacional e a confirmação de eventuais conflitos de interesse. Por isso, a apuração segue em aberto até a apresentação de relatórios, mandados e registros de ocorrência pelos órgãos competentes.
A reportagem recomenda que as autoridades responsáveis liberem comunicações oficiais sobre mandados, relatórios de ocorrência, horários e a cadeia de comando das equipes envolvidas. Também solicita acesso a prontuários administrativos que possam confirmar lotação e função de Caetano no dia da diligência, além da eventual instauração de investigação interna por parte das corregedorias.
Procedimentos e previsão de próximos passos
Foi enviada solicitação formal à administração penitenciária do estado para que informe, em caráter público, os detalhes da operação. Procuradores e órgãos fiscalizadores foram consultados e responderam que, até o momento da publicação, não haviam divulgado levantamento público completo sobre a ação.
A investigação jornalística seguirá buscando documentos oficiais — como mandados e relatórios de ocorrência — e depoimentos de responsáveis pela mobilização das equipes. Caso novas evidências administrativas sejam apresentadas, a matéria será atualizada.
Fontes
- Noticioso360 — 2025-12-29
- Secretaria de Estado da Administração Prisional de Santa Catarina — 2025-12-29
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Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Analistas apontam que o desfecho das apurações e a divulgação de documentos oficiais podem ter impacto político nos próximos meses.



