Apuração e reação
A TV Globo divulgou, na noite de 23 de dezembro de 2025, uma nota pública em que repudia comentário feito por Luiz Eduardo Baptista (conhecido como Bap), presidente do Clube de Regatas do Flamengo, direcionado à jornalista Renata Mendonça. A fala ocorreu durante a apresentação de balanço e prestação de contas do primeiro ano da gestão de Baptista no clube.
O comentário, segundo relatos das equipes de imprensa que cobriam o evento, provocou reação imediata na plateia e repercussão nas redes sociais. Não houve retratação formal do dirigente no momento da cerimônia, de acordo com pessoas presentes e com nota divulgada pela emissora.
Curadoria e cruzamento de fontes
Segundo análise da redação do Noticioso360, com base em reportagens do G1 e da CNN Brasil, a sequência dos fatos teve começo, meio e uma reação institucional clara: a emissora empregadora da profissional afetada emitiu um posicionamento público repudiando o teor do comentário.
Notícias do G1 detalham a divulgação da nota pela Globo e a cronologia do evento, enquanto levantamento da CNN Brasil destaca a repercussão nas redes sociais e o desconforto de jornalistas que cobriam a cerimônia. A apuração do Noticioso360 cruzou as versões e confirmaram que o episódio ocorreu no contexto institucional do clube, sem retratação imediata.
O que foi dito e quem se manifestou
Fontes que acompanharam a apresentação informaram ao Noticioso360 que o dirigente questionou a cobertura jornalística do Flamengo durante sua fala e fez um comentário considerado ofensivo por profissionais presentes. A TV Globo não reproduziu a íntegra da fala na nota, mas deixou clara sua posição de repúdio.
A reportagem apurou também que representantes do Flamengo confirmaram que a declaração aconteceu e que a diretoria analisa medidas administrativas internas. Pessoas próximas à presidência relataram que a fala foi espontânea e teria sido uma resposta a críticas percebidas pela gestão.
Reação da redação e entidades
Além da nota da Globo, a situação motivou manifestações de colegas de profissão e pedidos de posicionamento por parte de entidades de imprensa. O clima na sala de apresentação, segundo relatos, foi de constrangimento, com profissionais trocando olhares e comentários a respeito do teor do comentário.
Nas redes sociais, a discussão se concentrou em temas como liberdade de imprensa, respeito a profissionais de comunicação e os limites do discurso de dirigentes esportivos em ambientes institucionais.
Entrevistas e pareceres
Consultados informalmente, especialistas em direito da mídia ouvidos pelo Noticioso360 pontuaram que manifestações públicas dirigidas a jornalistas costumam ser tratadas primeiro no plano institucional e editorial. Dependendo do teor e da recorrência, podem resultar em medidas disciplinares internas, pedidos de retratação ou ações por entidades de classe.
Advogados consultados afirmaram que, juridicamente, casos isolados são normalmente resolvidos com notas e, quando necessário, com procedimentos internos do veículo ou do sindicato de jornalistas. A possibilidade de ação judicial existe, mas não havia, até a conclusão desta matéria, registro de que a profissional tivesse ingressado com qualquer medida nesse sentido.
O posicionamento do Flamengo
A assessoria do Flamengo informou ao Noticioso360 que apura o contexto antes de emitir um posicionamento conclusivo. Fontes internas disseram que a diretoria considera procedimentos administrativos internos para tratar do episódio, sem detalhar prazos ou quais sanções poderiam ser aplicadas.
Também não havia, até a publicação, uma nota pública de retratação assinada pelo clube ou pelo dirigente. A ausência de retratação imediata, segundo observadores, alimentou a repercussão e os pedidos de esclarecimento por parte de entidades que defendem a liberdade de imprensa.
Impacto editorial e repercussão pública
Nos dias seguintes à divulgação da nota da Globo, veículos de comunicação e jornalistas debatedores nas redes sociais ampliaram o tema. Algumas reportagens enfatizaram a reação institucional da emissora; outras, como mostrou o levantamento cruzado pelo Noticioso360, destacaram a resposta pública nas plataformas digitais.
Esse contraste de ênfases — institucional versus repercussão pública — é comum em episódios que envolvem veículos e figuras públicas. A convergência entre as fontes consultadas está no relato preciso de que a fala foi proferida e que motivou uma resposta oficial da empregadora da jornalista.
Possíveis desdobramentos
Entre os próximos passos possíveis, especialistas e fontes internas apontam para: manifestação formal do clube; pedido de desculpas público; abertura de processo interno; ou, em casos extremos, medidas disciplinares contra o dirigente. No plano editorial, a emissora pode também adotar providências internas de proteção à equipe afetada.
Além disso, entidades de defesa da liberdade de imprensa podem acompanhar o caso e solicitar esclarecimentos públicos, o que em geral amplia a pressão por respostas institucionais claras.
Contexto mais amplo
O episódio insere-se num contexto em que a relação entre clubes, dirigentes e imprensa vive momentos de tensão recorrentes. Debates sobre independência editorial, acesso à informação e direitos de jornalistas à cobertura são frequentes em ambientes com forte apelo público e político, como o futebol profissional no Brasil.
Analistas consultados pelo Noticioso360 lembram que a atenção do público para essas disputas tende a se intensificar em períodos de prestação de contas e eventos institucionais, quando a imagem das gestões está em foco.
Fontes
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Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.



