Trecho entre os km 129 e 153 em Guarulhos será liberado às 6h; cobrança eletrônica por pórticos.

Trecho 1 do Rodoanel Norte em SP abre com pedágio free flow

Trecho 1 do Rodoanel Norte (km 129–153) abre às 6h com pedágio eletrônico no sistema free flow por pórticos.

Trecho será entregue com pórticos eletrônicos e cobrança sem cancelas

O trecho 1 do Rodoanel Norte, entre os km 129 e 153, no município de Guarulhos (SP), será liberado para circulação de veículos às 6h desta terça-feira com cobrança de pedágio no sistema free flow.

Segundo a apuração disponível, a via será entregue já equipada com um pórtico em cada sentido, permitindo a identificação automática dos veículos por meio de leituras de TAG e reconhecimento de placas. O modelo prevê cobrança eletrônica sem necessidade de cancelas físicas, o que tende a garantir fluxo contínuo.

Curadoria e checagem

De acordo com levantamento e curadoria da redação do Noticioso360, que cruzou informações com reportagens do G1 e da Agência Brasil, a entrega inclui pavimentação, sinalização e instalação dos dois equipamentos na região de Guarulhos.

Fontes institucionais consultadas durante a apuração afirmaram que haverá um período inicial de monitoramento para calibrar leituras e ajustar procedimentos operacionais, além de identificar veículos sem identificação eletrônica.

Como funciona o free flow

O sistema free flow opera com pórticos eletrônicos que registram a passagem por meio de TAGs comerciais — semelhantes aos serviços já oferecidos por mercados e concessionárias — ou por imagens das placas. Em seguida, a cobrança é realizada por faturamento automático, débito em conta vinculada ou por aplicativos parceiros.

Além disso, o modelo reduz a necessidade de infraestrutura física nas praças de cobrança, favorecendo a fluidez viária e diminuindo engarrafamentos típicos de pedágios tradicionais. Por outro lado, depende de robustez tecnológica e de processos de fiscalização para evitar evasão de pagamento e garantir a efetividade da arrecadação.

Orientações para motoristas

Motoristas devem observar a sinalização de entrada e saída e as orientações sobre cadastro de dispositivos eletrônicos. Usuários sem TAG podem ser identificados por imagens; nesses casos, a concessionária poderá enviar cobrança posterior com base no reconhecimento de placa.

Fontes consultadas indicaram ainda que haverá canais de suporte para esclarecimento de dúvidas e procedimentos para contestação de cobranças. É recomendável que condutores verifiquem a compatibilidade de seus dispositivos e mantenham cadastro atualizado junto às plataformas de pagamento aceitas.

Responsabilidades e operação

A concessão responsável pela operação do Rodoanel e a empresa contratada para a implantação do sistema free flow foram citadas nas matérias verificadas como responsáveis pela execução, calibração dos equipamentos e monitoramento inicial.

Em nota técnica, representantes destacaram que o sistema exige integração entre concessionária, Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e prefeituras para gerenciamento de tráfego e atendimento a incidentes. A coordenação será essencial nos primeiros dias de operação, quando ajustes finos nas leituras podem ser necessários.

Impactos na mobilidade

Na prática, espera-se redução de gargalos locais com a eliminação de cabines físicas de cobrança. No entanto, o aumento do fluxo em trechos conectados ao Rodoanel pode gerar novos pontos de retenção, exigindo monitoramento e ações coordenadas para mitigar efeitos.

Especialistas consultados pela redação lembram que a transição para modelos eletrônicos demanda campanhas de comunicação eficazes para evitar confusão entre usuários e minimizar autuações indevidas decorrentes de falhas de leitura.

Riscos e garantias

Embora o free flow acelere o tráfego, ele também impõe desafios técnicos: leituras insuficientes, falha de comunicação entre sistemas e situações de veículos sem identificação podem provocar registros incompletos. As fontes disseram que, no início, haverá esquema de fiscalização intensivo e ajustes de software e hardware.

Em termos de transparência, a condução de testes públicos e a divulgação de relatórios de operação são medidas recomendadas para aumentar a confiança de usuários e órgãos reguladores.

O que muda para o usuário

Para o trabalhador, transportador e motorista eventual, a principal mudança é a experiência de passagem sem parar. Para quem não estiver vinculado a uma conta ou tag, a recomendação é acessar os canais oficiais da concessionária para consultar o procedimento de pagamento por imagem e as opções de contestação.

Além disso, convém que frotistas e empresas revejam rotas e contratos de cobrança eletrônica para integrar sistemas de faturamento e reduzir inconsistências na contabilização de despesas.

Fontes

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima