Prisão e desdobramentos da 2ª fase
A Polícia Federal (PF) confirmou, na manhã desta fase da operação, a prisão do desembargador federal Macário em uma residência na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. A ação integra a 2ª fase da denominada Operação Unha e Carne e envolveu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a investigados, segundo comunicados oficiais e relatos da imprensa local.
Segundo levantamento e cruzamento de informações feito pela redação do Noticioso360, com base em apurações do G1 e em nota preliminar da Polícia Federal, a medida teve por objetivo aprofundar indícios de crimes apontados no inquérito que motiva a operação.
Como ocorreu a prisão
Fontes policiais informaram ao G1 que o mandado de prisão foi cumprido em uma residência na Barra da Tijuca. Agentes da PF compareceram ao local nas primeiras horas do dia e conduziram o desembargador sob custódia para fins de formalização das medidas cautelares.
Em comunicado preliminar, a corporação afirmou que as diligências visam a apreensão de dispositivos eletrônicos e documentos que possam relacionar transações e comunicações aos fatos investigados. A prisão teria sido decretada por ordem judicial; trechos de comunicações internas apontam para determinação do ministro Alexandre de Moraes, conforme interlocutores envolvidos. A peça decisória integral, porém, não foi divulgada publicamente até o momento.
Alvos e mandados
Além da prisão do desembargador, houve cumprimento de mandados de busca e apreensão contra o empresário Rodrigo Bacellar. Agentes consultados pela reportagem informaram que endereços vinculados a Bacellar foram vasculhados à procura de provas materiais, como celulares, computadores e documentos que possam contribuir na elucidação das relações entre investigados e possíveis delitos.
Fontes policiais ressaltaram que as medidas adotadas nesta fase demonstram o alcance da investigação e a intenção de coletar elementos que possam embasar eventuais indiciamentos ou pedidos de prisão preventiva adicionais.
Contexto processual e sigilo
Conforme avaliação de especialistas em direito consultados pela reportagem, a restrição de divulgação de peças processuais é prática comum para preservação de diligências em curso e para evitar risco de interferência nas apurações. A jurisprudência e o rito processual explicam por que decisões integram autos com grau de sigilo até que partes envolvidas sejam notificadas.
Fontes judiciárias ouvidas indicaram que, quando há risco de destruição de provas ou de atrapalho das investigações, juízos superiores podem autorizar medidas cautelares mais amplas. No caso apurado, procuradores e agentes apontam para indícios suficientes para as diligências, mas a existência de provas robustas deverá ser demonstrada ao longo do andamento processual.
Versões e ausência de posicionamento
A defesa do desembargador Macário não foi localizada até a publicação desta reportagem. O rito processual, entretanto, garante acesso aos autos e a possibilidade de apresentação de defesa ou pedidos de liberdade provisória nos próximos dias.
Por outro lado, representantes do empresário Rodrigo Bacellar também não emitiram posicionamento formal até o fechamento desta matéria. A Polícia Federal limitou-se, na nota, a descrever de forma técnica as medidas adotadas, sem divulgar o teor completo das decisões judiciais que motivaram as prisões e buscas.
O que dizem as autoridades
A Polícia Federal, em nota preliminar, afirmou que a operação segue em andamento e que não haverá divulgação de detalhes que possam comprometer diligências futuras. O comunicado reforça o compromisso com a legalidade e a preservação do sigilo investigativo quando necessário.
Já interlocutores do meio judicial que falaram sob condição de anonimato confirmaram a execução das medidas e apontaram para a necessidade de cautela na divulgação de peças sigilosas, até que todas as partes sejam formalmente notificadas.
Possíveis consequências e próximos passos
As próximas etapas previsíveis incluem audiência de custódia para o desembargador, eventual indiciamento caso haja elementos suficientes e a apresentação de pedidos de liberdade provisória ou recursos pela defesa. Processualmente, as partes têm prazo para acesso aos autos e consequente formulação de defesas ou pedidos ao juízo competente.
Especialistas em investigação e direito ouvidos pela equipe do Noticioso360 destacam que a produção e análise de provas digitais serão determinantes para a evolução do caso. Se apreensões de aparelhos e documentos trouxerem evidências concretas, o escopo da investigação pode se ampliar.
Impacto político e institucional
Embora a Operação Unha e Carne tenha foco investigativo, a prisão de uma autoridade do Judiciário tende a provocar repercussão política e institucional significativa. Analistas ouvidos por esta redação observam que episódios dessa natureza frequentemente geram questionamentos sobre controles internos, critérios de investigação e eventual reflexo em decisões políticas.
Por outro lado, agentes e procuradores defendem a necessidade de que o processo ocorra com base em provas e dentro dos trâmites legais, para resguardar garantias fundamentais e a própria credibilidade das instituições.
Fontes
Veja mais
- Uma soneca curta, no momento certo, pode reduzir fadiga e melhorar decisões ao longo do dia.
- CBF publica tabela básica e regulamento do Brasileirão Betano 2026; abertura prevista para 28 e 29 de janeiro.
- Na première na Cidade do México, Sigourney Weaver afirmou que o novo capítulo tem tom mais íntimo.
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Analistas apontam que o movimento pode redefinir o cenário político nos próximos meses.



