Desligamento ocorre após repercussão de vídeo sobre influenciadoras
A escola de samba Imperatriz divulgou, na manhã de sexta-feira (12), o encerramento do vínculo com Hariany Almeida, conhecida por sua passagem pelo Big Brother Brasil. A decisão foi anunciada oficialmente pela agremiação após ampla circulação de um vídeo em que a ex-BBB defendia a participação de criadores de conteúdo nos desfiles de Carnaval.
O episódio provocou debates nas redes sociais sobre limites entre tradição e modernidade nas escolas de samba, reacendendo discussões sobre curadoria, imagem pública e critérios de seleção de integrantes.
Apuração e curadoria da redação
Segundo análise da redação do Noticioso360, com base em apurações em veículos como G1 e CNN Brasil, há duas narrativas em choque: a institucional, que destaca a necessidade de preservar o alinhamento artístico da escola, e a da influenciadora e seus apoiadores, que defendem maior pluralidade de perfis no Carnaval contemporâneo.
Buscamos confrontar versões e identificar documentos públicos; não foram localizados comunicados contratuais ou cláusulas rescisórias divulgadas pela Imperatriz até o fechamento desta matéria.
O que foi dito e como repercutiu
No vídeo que viralizou, Hariany argumentou que a presença de influenciadores com grande alcance digital tem trazido novos públicos ao evento, especialmente entre jovens. Para parte do público, a fala aponta para uma abertura necessária do Carnaval a diferentes linguagens e formas de comunicação.
Por outro lado, opositores sustentam que o desfile deve priorizar sambistas de carreira e representantes tradicionais, preservando a autenticidade do espetáculo. A tensão entre essas posições motivou protestos verbais e discussões acaloradas em perfis de torcidas e coletivos culturais.
Posicionamento da Imperatriz
Em nota oficial, a Imperatriz afirmou que as decisões sobre elenco e passistas seguem critérios internos de curadoria e imagem. A escola informou que a medida busca “preservar a coerência do projeto artístico e o alinhamento com as expectativas de sua comunidade”, segundo o comunicado divulgado nas redes sociais da agremiação.
A assessoria da escola, conforme apurações, não detalhou cláusulas contratuais nem disponibilizou cópia de eventual termo de desligamento da ex-participante do reality. Fontes ligadas à direção ressaltaram a importância de manter um perfil de trabalho que dialogue com a história e a identidade do grupo.
Versão dos apoiadores de Hariany
Representantes próximos à influenciadora afirmaram que trechos da fala foram colocados fora de contexto e que a intenção era destacar a diversidade que hoje compõe o Carnaval. Segundo esses relatos, a defesa de Hariany visava apenas explicar como perfis digitais podem colaborar para ampliar o público e a visibilidade do evento.
Aliados também destacaram o ambiente polarizado nas redes, que tende a acelerar decisões públicas e amplificar conflitos, tornando mais provável que controvérsias resultem em medidas rápidas por parte de instituições culturais.
Implicações para o Carnaval e futuras contratações
Especialistas consultados durante a apuração afirmam que o caso ilustra uma mudança em curso: a presença de influenciadores em eventos culturais cresceu e traz benefícios de alcance, mas também exige gestão de imagem mais rígida por parte das escolas.
Espera-se que, no futuro próximo, agremiações adotem contratos mais detalhados, com cláusulas sobre conduta e exposição pública, para evitar desgaste midiático. Equipes de comunicação podem passar a orientar com mais atenção quem representa as escolas em espaços públicos.
Contexto e lacunas informacionais
A reportagem do Noticioso360 cruzou informações em portais generalistas e comunicados oficiais para mapear o caso. Observou-se a ausência de documentos públicos que comprovem punições formais ou cláusulas rescisórias acessíveis nas páginas oficiais da escola.
Sem esses documentos, a narrativa oficial e a versão dos apoiadores ficam mais difíceis de verificar de forma objetiva, o que reforça a necessidade de transparência em processos contratuais envolvendo figuras públicas e instituições culturais.
Reações e desdobramentos imediatos
Nas horas seguintes ao anúncio, perfis de torcidas, influenciadores e coletivos culturais reagiram com mensagens tanto de apoio quanto de crítica. A movimentação virtual também pode influenciar decisões de outras escolas, que observam o caso para calibrar seus próprios critérios.
Hariany, por sua vez, pode divulgar posicionamento formal nos próximos dias, segundo pessoas próximas. A escola também permanece como possível fonte de esclarecimentos adicionais sobre os termos do desligamento.
Projeção
Analistas ouvidos pelo Noticioso360 afirmam que o episódio tende a acelerar acordos contratuais mais detalhados entre escolas e influenciadores, e que a polarização digital continuará a influenciar decisões institucionais no Carnaval.
O impacto pode se estender às próximas temporadas: se medidas contratuais mais rígidas forem adotadas, a dinâmica de contratação e a visibilidade de perfis digitais nos desfiles podem mudar nos próximos ciclos do evento.
Fontes
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