Líder do PT anuncia mandado de segurança ao STF após plenário da Câmara manter Carla Zambelli.

Lindbergh aciona STF contra manutenção do mandato de Zambelli

Lindbergh Farias anunciou que ingressará com mandado de segurança no STF contra a decisão da Câmara que manteve o mandato de Carla Zambelli.

Decisão da Câmara e reação jurídica

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), informou na madrugada de 11 de dezembro de 2025 que pretende impetrar um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do plenário da Câmara dos Deputados que rejeitou a cassação da deputada federal Carla Zambelli.

A sessão plenária, realizada durante a madrugada, terminou com a manutenção do mandato de Zambelli, que se encontra detida na Itália em decorrência de condenação proferida pelo próprio STF. O placar foi favorável à parlamentar, e opositores criticaram o resultado como um possível conflito entre decisões judiciais e atos do Legislativo.

Apuração e curadoria

Segundo levantamento e curadoria da redação do Noticioso360, que cruzou atas de votação, notas oficiais de líderes de bancada e reportagens de veículos nacionais, a iniciativa de Lindbergh tem por objetivo questionar procedimentos formais adotados pela Câmara no processo que avaliou a perda de mandato.

Fontes ouvidas pela nossa equipe apontam para divergências sobre a conformidade do rito adotado, a contagem de votos e a fundamentação apresentada em plenário. Parlamentares contrários à cassação sustentaram a autonomia da Casa para deliberar sobre perda de mandatos, enquanto representantes do bloco que apoiou a cassação afirmam haver conflito claro com a decisão do STF.

O que Lindbergh alega

De acordo com a declaração divulgada pela liderança do PT, o mandado de segurança buscará demonstrar erro de procedimento e eventual violação de direito líquido e certo dos jurisdicionados ou da ordem jurídica, o que pode justificar intervenção do Supremo.

Advogados consultados por este portal explicam que o mandado de segurança é cabível quando há ato de autoridade que viole direito líquido e certo, sem discussão de mérito amplo. No caso em análise, a estratégia jurídica deverá focar em formalidades do processo legislativo — quóruns, publicidade dos votos e fundamentação das decisões — e na compatibilidade com determinações de instância judicial superior.

Contexto do processo contra Zambelli

Zambelli foi condenada em processo do STF, cujo conteúdo e execução resultaram em sua detenção em território italiano. A denúncia que motivou a proposta de cassação na Câmara se baseou nessa decisão judicial, segundo registros do processo de perda de mandato.

Durante a votação, houve articulações entre bancadas que, conforme relatos, buscaram barrar a cassação. Já os defensores da perda do mandato argumentaram que manter um parlamentar condenado em instância superior como titular da cadeira representa afronta ao princípio da moralidade administrativa e à jurisprudência do próprio Supremo.

Disputa de versões e repercussão

A cobertura de diferentes veículos destacou pontos distintos do episódio. Enquanto alguns focaram no placar e na interpretação da votação na Câmara, agências internacionais deram relevo ao fato de a deputada estar presa no exterior e às implicações diplomáticas e institucionais do caso.

Em notas oficiais, lideranças partidárias declararam posições antagônicas. Uma fonte ligada ao bloco que defendeu a manutenção do mandato afirmou que a Câmara atuou dentro de sua autonomia constitucional. Por outro lado, integrantes do bloco que propôs a cassação consideraram a decisão incompatível com entendimento consolidado sobre execução de decisões judiciais por agentes públicos.

Aspectos jurídicos e probabilidade de liminar

Especialistas ouvidos afirmam que o STF já enfrentou conflitos entre decisões judiciais e atos do Legislativo, mas cada caso tem nuances específicas. A concessão de liminar em mandado de segurança dependerá da demonstração de risco de dano irreparável e da plausibilidade do direito alegado pela parte impetrante.

Se aceita para análise de urgência, a ação poderá suspender os efeitos do ato da Câmara até o julgamento final, embora a corte costume avaliar com cautela intervenções em matérias de natureza eminentemente política-institucional.

Documentos, registros e transparência

A apuração do Noticioso360 consultou registros de votação, notas de líderes e trechos públicos de pareceres jurídicos citados em plenário. Onde houve divergência entre relatos, o portal buscou apresentar as duas versões e indicar as fontes para leitura completa.

Até o momento, a Câmara considera válida a deliberação plenária e mantém o arquivamento do processo de cassação. Lindbergh anunciou a intenção de protocolar o mandado de segurança nos próximos dias; cabe agora ao STF a distribuição e eventual pedido de liminar.

Implicações políticas

Especialistas em direito público e analistas políticos observam que o episódio alimenta um debate mais amplo sobre o equilíbrio entre decisões judiciais e prerrogativas do Legislativo. A questão pode gerar tensões entre bancadas e ampliar o conflito institucional entre Poderes.

Além disso, a manutenção do mandato de Zambelli enquanto estiver detida no exterior levanta dúvidas sobre precedentes e pode influenciar futuras deliberações sobre perda de mandato em casos semelhantes.

Próximos passos e cenário

Espera-se que o mandado de segurança seja protocolado em breve e distribuído ao STF, que poderá decidir liminarmente sobre a questão. Paralelamente, o caso deve permanecer no centro de mobilizações parlamentares e de debates nas bancadas.

Em termos políticos, o movimento pode catalisar reaproximações e rupturas entre partidos, dependendo do resultado no Supremo e da repercussão pública das decisões judiciais subsequentes.

Fontes

Veja mais

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

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