Ciclone em Santa Catarina provocou suspensão de aulas; prefeituras e Estado publicaram orientações e comunicados.

Aulas em SC após ciclone: o que muda

Ciclone extratropical em SC levou ao cancelamento de aulas na rede estadual e em dezenas de municípios; famílias devem acompanhar comunicados oficiais.

Funcionamento das escolas após o ciclone

Um ciclone extratropical que atingiu Santa Catarina provocou estragos em várias regiões do estado e resultou na suspensão de atividades escolares tanto na rede estadual quanto em dezenas de municípios. A medida atingiu, de forma direta, alunos, familiares e profissionais da educação que aguardam orientação sobre o retorno às aulas.

Segundo levantamento e cruzamento de comunicados feitos pela redação do Noticioso360, com base em informações de veículos e prestações de contas oficiais, a rede estadual cancelou aulas na data de maior intensidade do sistema de baixa pressão e mais de 70 prefeituras anunciaram paralisações locais.

Decisão estadual e critérios adotados

A Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina divulgou um comunicado orientando o cancelamento das aulas na rede estadual no período em que as condições meteorológicas e de infraestrutura representavam risco. O documento citou fatores como queda de árvores, bloqueio de vias, instabilidade no fornecimento de energia e na comunicação — elementos que comprometem a segurança de alunos, professores e servidores.

Em nota, a secretaria afirmou que as medidas foram tomadas com base em boletins da Defesa Civil e no monitoramento das equipes técnicas. Escolas em áreas com risco de deslizamento, alagamento ou acesso comprometido tiveram prioridade para suspensão até a realização de vistorias técnicas.

Como as prefeituras agiram

As decisões municipais variaram conforme a gravidade dos impactos e a capacidade local de resposta. Algumas administrações decretaram ponto facultativo; outras cancelaram apenas as aulas presenciais, mantendo atividades remotas quando a infraestrutura de comunicação permitia.

Em municípios do Leste e do Vale do Itajaí, onde foram registradas quedas de árvores e alagamentos pontuais, a prioridade foi garantir a limpeza de vias e a circulação de equipes de emergência antes de autorizar o retorno das turmas. Enquanto algumas prefeituras optaram por suspensão por 24 horas, outras afirmaram que a continuidade dependeria de nova avaliação da Defesa Civil municipal.

Impactos operacionais nas unidades

Gestores escolares relataram problemas logísticos: trechos de transporte escolar bloqueados, falta de energia em unidades, necessidade de limpeza emergencial e inspeções estruturais. Em escolas atingidas por enchentes, a prioridade foi efetuar a vistoria técnica para avaliar risco elétrico, acesso e condições sanitárias antes de retomar as aulas.

Além disso, houve relatos de dificuldades em manter atividades remotas em locais sem internet estável ou energia. Em vários municípios, as secretarias municipais de educação indicaram que a reposição das aulas seria tratada conforme o calendário local e orientações do Conselho Estadual de Educação.

Informação e segurança para famílias

As secretarias orientaram que famílias acompanhem os canais oficiais — sites e redes sociais das prefeituras e da Secretaria de Educação — para confirmar a situação de cada unidade escolar. Em caso de risco de circulação, a recomendação foi não tentar levar estudantes às escolas e acionar a Defesa Civil local em situações de emergência.

O Noticioso360 recomenda atenção às atualizações ao longo do dia: as administrações informaram que reavaliações seriam feitas conforme a normalização do tráfego e o restabelecimento dos serviços essenciais, como energia e transporte.

Reposição de dias e alternativas pedagógicas

Sobre reposição de aulas, a Secretaria de Educação estadual informou que as medidas serão planejadas respeitando o calendário vigente e as orientações do Conselho Estadual de Educação. Em eventos climáticos anteriores, soluções adotadas incluíram reposição em dias previstos no calendário, ampliação da carga horária em períodos seguintes ou uso de atividades remotas quando tecnicamente viável.

Prefeituras poderão definir ações específicas para redes municipais, incluindo quando e como serão compensados os dias não letivos. Famílias devem aguardar comunicados formais para evitar deslocamentos desnecessários e organizar a rotina dos estudantes.

Boletins e divergências em números

A Defesa Civil estadual e as municipais divulgaram boletins com mapas de ocorrências, indicando áreas com maior registro de ventos fortes, chuvas intensas e deslizamentos. Esses relatórios embasaram decisões de fechamento, sobretudo em unidades localizadas em encostas ou em trechos de acesso com risco de bloqueio.

Há divergência nas contagens sobre o número exato de municípios afetados: enquanto alguns comunicados municipais apontaram mais de 70 cidades com medidas de suspensão, outras atualizações consolidaram listas menores, conforme verificação local e atualização de dados. A redação do Noticioso360 compilou as informações disponíveis para oferecer orientação prática ao leitor.

O que fazer se sua escola foi afetada

Verifique primeiro o aviso da sua prefeitura ou da direção da escola. Não tente ir à unidade se houver risco de circulação. Em caso de inundações ou queda de árvores, contate a Defesa Civil pelo número informado no boletim municipal. Se a escola comunicou atividades remotas, confirme o canal e o formato adotado para garantir que os estudantes tenham acesso ao conteúdo.

Se houver danos estruturais, aguarde a vistoria técnica antes do retorno. A prioridade das equipes é garantir segurança física e condições mínimas de funcionamento para retomar as aulas com proteção a alunos e profissionais.

Projeção e próximos passos

A expectativa das autoridades locais é que, com a normalização da infraestrutura e a conclusão das vistorias, a maioria das escolas retome as atividades em curto prazo. No entanto, unidades que precisarem de reparos estruturais poderão ter um retorno diferenciado e cronogramas próprios para reposição de dias letivos.

Analistas do setor de educação apontam que eventos climáticos extremos, como o registrado, reforçam a necessidade de planos emergenciais mais robustos e de investimentos em infraestrutura escolar para reduzir interrupções futuras.

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Fontes

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

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