Projeto cria regras para identificar e punir devedores contumazes; votação foi 436 a 2.

Câmara aprova endurecimento contra devedores contumazes

Câmara aprovou projeto que endurece punições a devedores contumazes e aumenta controles no setor de combustíveis; placar foi 436 a 2.

Projeto estabelece critérios e amplia mecanismos de controle

A Câmara dos Deputados aprovou em votação nominal, por 436 votos favoráveis e 2 contrários, um projeto que padroniza regras para identificar e punir contribuintes classificados como devedores contumazes e cria requisitos de rastreabilidade no setor de combustíveis.

Segundo análise da redação do Noticioso360, realizada a partir de levantamentos do G1 e da Reuters, o texto combina medidas tributárias com dispositivos de prevenção à lavagem de dinheiro. A apuração cruzou a lista nominal de votações da Mesa Diretora e os registros públicos do painel de votações do Congresso para confirmar o placar e os nomes dos dois deputados que votaram contra.

O que muda na prática

O projeto define critérios objetivos para classificar um contribuinte como devedor contumaz — hipótese aplicada a quem deixa de pagar tributos de forma reiterada e sem justificativa plausível — e prevê sanções administrativas, como restrições ao acesso a benefícios fiscais e procedimentos de cobrança administrativa acelerados.

No campo dos combustíveis, o texto introduz obrigações de controle e rastreabilidade para empresas distribuidoras e postos. Entre as determinações estão a exigência de documentação suplementar sobre operações consideradas atípicas e a troca de informações entre órgãos fiscalizadores para identificar fraudes fiscais e operações que possam estar associadas à lavagem de dinheiro.

Votação e opositores

O placar divulgado pela Mesa Diretora registrou 436 votos a favor e apenas 2 contrários: os deputados Flávio Nogueira (PT-PI) e Marx Beltrão (PP-AL). Ambos aparecem na lista nominal da votação, consultada pela reportagem, sem declarações extensas nos textos das matérias do G1 e da Reuters, que foram as fontes cruzadas pela redação.

As reportagens consultadas não trouxeram justificativas detalhadas dos votos contrários. Documentos públicos de votações e o painel do Congresso confirmam apenas a presença dos parlamentares e o registro do voto contrário; declarações formais, quando existem, costumam ser publicadas posteriormente por gabinetes ou em entrevistas individuais.

Divergência de ênfases entre veículos

As coberturas do G1 e da Reuters destacaram pontos diferentes do conteúdo aprovado. O G1 deu ênfase aos dispositivos de fiscalização no setor de combustíveis, ressaltando mecanismos que obrigam fornecedores e distribuidores a informar operações suspeitas às autoridades fiscais.

Já a Reuters focou nas medidas tributárias que tratam do tratamento a contribuintes reincidentes em inadimplência fiscal, destacando o objetivo do projeto de reduzir a sonegação por meio de ações administrativas mais céleres. Em ambos os casos, a convergência se manteve quanto ao resultado da votação e à presença dos dois votos contrários.

Críticas e garantias processuais

Especialistas e alguns parlamentares consultados nas matérias expressaram preocupação com garantias processuais. A principal ressalva é que o endurecimento das normas administrativas deve acompanhar mecanismos de contestação efetivos, para evitar decisões precipitadas que possam prejudicar contribuintes que disputam créditos tributários de boa-fé.

Representantes de associações de contribuintes alertaram para o risco de execução de medidas punitivas sem ampla comprovação, enquanto advogados tributários têm pedido prazos e estruturas de defesa mais claras dentro do próprio processo administrativo. Esses pontos aparecem com menor destaque no texto aprovado, segundo a leitura dos trechos públicos do projeto feita pela nossa equipe.

Impacto sobre o setor de combustíveis

As novas exigências de rastreabilidade e de troca de informações tendem a aumentar o custo operacional de empresas do setor de combustíveis, sobretudo pequenos distribuidores e revendedores. Fontes do setor podem recorrer a medidas administrativas ou judiciais para questionar pontos considerados excessivamente onerosos ou de difícil implementação técnica.

Além disso, a expectativa é que a mobilização para cumprimento das novas regras obrigue agentes econômicos a revisitar controles internos e sistemas de faturamento, com investimentos em tecnologia e em compliance fiscal.

Próximos passos e pontos de atenção

O texto foi aprovado em primeiro turno na data indicada pelas reportagens consultadas. Resta acompanhar a tramitação em segundo turno, eventual sanção ou veto presidencial e a possibilidade de ações judiciais que discutam a constitucionalidade de dispositivos que acelerem cobranças administrativas.

Movimentos do setor de combustíveis e associações de contribuintes poderão propor ajustes regimentais ao longo da tramitação ou recorrer ao Judiciário se entenderem que medidas ferem garantias legais. A redação do Noticioso360 continuará a acompanhar a evolução do tema e consultará pronunciamentos oficiais dos deputados citados e notas técnicas de órgãos especializados para atualização desta matéria.

Fontes

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Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

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