Parlamentares dizem ter sofrido escoriações e foram à delegacia para perícia após abordagem.

Deputados registram ocorrência após retirada de Glauber Braga

Parlamentares relatam escoriações após ação da Polícia Legislativa que retirou Glauber Braga; grupo foi à delegacia para perícia.

Retirada de deputado no plenário gera registro de ocorrência

Deputados que acompanhavam o parlamentar Glauber Braga (PSOL-RJ) no plenário da Câmara dos Deputados registraram a intenção de formalizar ocorrência após a retirada à força do deputado pela Polícia Legislativa, segundo relatos de parlamentares presentes.

Testemunhas afirmam que a abordagem, realizada durante uma sessão marcada por debates acalorados, resultou em escoriações e hematomas em alguns colegas que tentaram intervir. O grupo informou que compareceu a uma delegacia para solicitar perícia e preservar provas das lesões.

Apuração e curadoria

Segundo levantamento da redação do Noticioso360, que cruzou imagens, notas oficiais e relatos de testemunhas, há divergência entre as versões sobre a necessidade e a intensidade da contenção aplicada pela equipe de segurança da Casa. A checagem priorizou nomes, horários e a solicitação de posicionamentos formais das partes envolvidas.

O que ocorreu no plenário

Fontes ouvidas pela reportagem relatam que, durante a sessão, Glauber Braga se sentou simbolicamente na cadeira da presidência e, em seguida, foi conduzido para fora pelos agentes da Polícia Legislativa após uma confusão no plenário.

Parlamentares presentes descrevem contato físico firme por parte dos agentes, com relatos de arranhões e hematomas em deputados que tentaram interpor-se à condução. Imagens registradas por colegas e pela imprensa mostram agentes aproximando-se e retirando Braga da área da mesa, em situação que gerou gritos e empurra-empurra.

Versões conflitantes

Em notas públicas, a Polícia Legislativa afirmou que a ação teve o objetivo de restabelecer a ordem e que as intervenções seguiram protocolos internos de segurança. O comunicado oficial enfatiza que a condução visou remover um parlamentar que poderia gerar tumulto, sem intenção de causar lesões.

Por outro lado, deputados que acompanharam Braga sustentam que a contenção foi desproporcional e que a retirada resultou em lesões que precisam ser atestadas com exame de corpo de delito. “Fomos retirados com violência; há marcas e vamos comprovar”, disse um parlamentar que pediu anonimato.

Provas e perícia

A existência de imagens e vídeos do episódio foi citada por múltiplas fontes. A reportagem solicitou acesso a esses registros e a comunicados oficiais, mas, até o fechamento desta matéria, não houve divulgação integral das filmagens pela Câmara.

O registro em delegacia e a realização de perícia são considerados, por parlamentares, etapas essenciais para documentar eventuais agressões. O exame de corpo de delito pode comprovar escoriações, hematomas e a cronologia das lesões, além de servir como prova em eventuais procedimentos internos ou ações judiciais.

Reações institucionais e próximos passos

A presidência da Câmara e a corregedoria foram procuradas para comentar o episódio. A Polícia Legislativa reafirmou, em nota, que atuou para conter desordem e que o uso de força obedece a protocolos. Ainda não há confirmação pública de abertura de procedimento disciplinar interno.

Os deputados que acompanharam Braga indicaram que irão formalizar a queixa e fornecer documentos médicos resultantes da perícia. A expectativa é de que, depois da apresentação do boletim de ocorrência, a corregedoria da Casa ou autoridades externas possam instaurar apurações mais detalhadas.

Impacto político e repercussão

O episódio reacende debates sobre o uso de força por equipes de segurança em Casas Legislativas e sobre garantias de atuação parlamentar. Grupos políticos próximos ao PSOL e aliados enfatizaram que a retirada pública do deputado é um episódio grave que merece investigação independente.

Por outro lado, representantes institucionais alegam que a manutenção da ordem em sessões com grande potencial de tumulto exige ações rápidas por parte dos agentes de segurança. A divergência de interpretações destaca a necessidade de provas documentais e de testemunhos técnicos.

O que pode ser verificado objetivamente

Há três elementos passíveis de verificação independente: a presença de agentes da Polícia Legislativa no plenário; imagens e vídeos registrados por colegas e pela imprensa; e a existência de registros médicos ou de exame pericial que corroborem relatos de escoriação.

A reportagem do Noticioso360 solicitou oficialmente às instâncias competentes da Câmara acesso às filmagens integrais e a eventuais comunicados que detalhem a atuação dos agentes no episódio. A divulgação desses materiais poderá confirmar a cronologia dos fatos e o nível de força empregado.

Direito de resposta

Foram solicitadas posições formais da Polícia Legislativa e da assessoria do deputado Glauber Braga. As notas oficiais, quando recebidas, foram incluídas na apuração e destacam interpretações distintas sobre a necessidade da intervenção.

Enquanto a defesa institucional aponta para a obediência a protocolos, parlamentares enfatizam a preservação de prova e a percepção de excesso. A diferença entre narrativa institucional e relatos de testemunhas deve ser esclarecida por meio de documentos e perícias.

Perspectivas

Analistas consultados pela reportagem avaliam que o desfecho dependerá do conteúdo das imagens integrais e dos laudos periciais. Caso as perícias confirmem lesões decorrentes da ação, procedimentos internos e possíveis desdobramentos judiciais poderão ser desencadeados.

Além disso, o episódio tem potencial para ampliar debates sobre normas de atuação da Polícia Legislativa e sobre regras de segurança em sessões que envolvam protestos ou manifestações parlamentares.

Fontes

Veja mais

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Analistas apontam que o movimento pode redefinir o cenário político nos próximos meses.

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