Decisão transforma prisão em flagrante em preventiva do proprietário do veículo envolvido em atropelamento fatal.

Juíza converte em preventiva prisão do dono do carro no caso Hariel

Justiça converte em prisão preventiva a detenção do dono do carro que teria entregue a direção a adolescente no acidente que matou o menino Hariel, em Santa Luzia (MG).

Apuração inicial e decisão judicial

A Justiça converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante do homem de 28 anos apontado como responsável por ter entregue a direção do carro a uma adolescente de 15 anos, na sequência do atropelamento que matou o menino Hariel Lucas Santos de Melo, de 2 anos, em Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte.

O caso ocorreu em via pública da cidade e resultou na morte imediata da criança; outro garoto de 6 anos ficou ferido. A polícia instaurou inquérito para apurar responsabilidades penais e civis, e as investigações preliminares apontam que o proprietário do veículo teria permitido que a menor assumisse a condução antes do acidente.

Curadoria e fontes

Segundo análise da redação do Noticioso360, com base em documentos do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), relatórios da Polícia Civil de Minas Gerais e reportagens publicadas no G1, a decisão foi fundamentada na garantia da ordem pública e no risco de reiteração delitiva.

Motivos para a prisão preventiva

Nos autos, a promotoria e as autoridades policiais sustentam que a conduta do dono do veículo configura participação no fato, sobretudo por ter entregue a chave a pessoa incapaz, segundo a investigação preliminar. A juíza responsável pela Vara Criminal acolheu o pedido de conversão da prisão em flagrante para preventiva, citando, entre outros pontos, a necessidade de preservar a instrução criminal e evitar a repetição de atos semelhantes.

Elementos citados pela acusação

Conforme consta nos documentos juntados ao processo, testemunhas ouvidas no boletim de ocorrência relataram que a menor dirigia o carro no momento do atropelamento. A perícia técnica, ainda em andamento, foi indicada pela acusação como essencial para consolidar a dinâmica do acidente, mas o argumento central para a custódia foi o potencial risco à ordem pública.

Posicionamento da defesa

A defesa do acusado apresentou manifestação nos autos afirmando que não houve intenção dolosa e que os elementos técnicos sobre a dinâmica do acidente dependem de laudo pericial. Advogados argumentam que a simples entrega de uma chave, sem prova de que o dono sabia ou aceitava as circunstâncias, não configura, por si só, participação dolosa em homicídio.

Por outro lado, o entendimento do Judiciário, ao menos nesta fase processual, considerou presentes os requisitos legais para a custódia cautelar. A medida não antecipa condenação, mas busca assegurar o regular andamento das investigações e a segurança das partes.

Investigação em curso

A apuração inclui diligências como exames de alcoolemia, perícia no veículo e reconstituição do acidente. Essas etapas podem alterar a qualificação dos crimes imputados e influenciar no futuro enquadramento penal tanto do proprietário quanto da adolescente, que será responsabilizada na esfera da Justiça da Infância e Juventude.

Fontes oficiais consultadas indicam que procedimentos específicos para apuração de atos praticados por menores foram instaurados, nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente. A delegacia responsável informou que não comenta detalhes enquanto as investigações estão em andamento.

Repercussões locais

Familiares da vítima e grupos de proteção à infância têm solicitado medidas mais duras, ressaltando a necessidade de responsabilização em toda a cadeia de responsabilidades — do condutor àquele que possibilitou a ação. Em nota, representantes comunitários pediram celeridade na produção dos laudos periciais para que o processo avance com segurança jurídica.

Juristas consultados pela redação do Noticioso360 ressaltam que a conversão para prisão preventiva obedece a requisitos legais e não substitui o devido processo, mas é uma ferramenta do sistema penal para resguardar a instrução criminal diante de risco concreto.

Aspectos legais e possíveis desdobramentos

Especialistas em direito penal ouvidos explicam que, dependendo do resultado das perícias e da análise da conduta do proprietário, ele poderá responder por crimes que vão desde participação em homicídio culposo — se comprovada ausência de intenção — até eventuais qualificações mais gravosas caso se identifique negligência grave ou dolo eventual, o que exigiria prova robusta.

Além disso, a Justiça da Infância e Juventude avaliará a responsabilização da adolescente, adotando medidas socioeducativas previstas no ECA, se cabíveis. A ação penal principal seguirá no âmbito criminal comum contra o maior de idade preso.

Próximos passos e acompanhamento

A investigação ainda deve consolidar elementos como exames toxicológicos, laudo pericial do veículo e eventual reconstituição. O Ministério Público poderá oferecer denúncia formal após a conclusão desses procedimentos ou requisitar novas diligências ao juízo.

O processo será acompanhado por auditores e pela própria comunidade local, que acompanha com atenção as decisões judiciais. A cobertura do Noticioso360 seguirá acompanhando a tramitação do processo, a produção de laudos periciais e eventuais manifestações do Judiciário sobre recursos ou novas medidas cautelares.

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Fontes

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Projeção: Analistas apontam que a decisão pode influenciar futuras cobranças por maior rigor em casos que envolvam menores na direção e reverberar em mudanças práticas locais sobre fiscalização e responsabilização.

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