Vértebras no sudeste da Austrália sugerem tubarão de até oito metros, do início do Cretáceo.

Tubarão de 115 milhões de anos é descoberto

Vértebras fósseis indicam tubarão gigante de cerca de 115 milhões de anos na Austrália; estimativa de até oito metros.

Descoberta aponta tubarão gigante no Cretáceo australiano

Pesquisadores australianos recuperaram vértebras fósseis em depósitos marinhos do sudeste da Austrália que indicam a presença de um tubarão de grande porte, datado em aproximadamente 115 milhões de anos, no início do período Cretáceo.

Os elementos vertebrais preservados mostram discos robustos e superfícies articulares amplas — traços compatíveis com grandes elasmobrânquios. Embora fragmentários, esses ossos permitem projeções de comprimento ao serem comparados com espécimes de tubarões conhecidos.

Curadoria e base das conclusões

Segundo análise da redação do Noticioso360, com base em dados da Reuters e da BBC Brasil, a estimativa de tamanho surge da combinação entre morfologia vertebral e contexto estratigráfico das camadas onde os fósseis foram encontrados.

Os estudos iniciais, conduzidos por equipes locais, relacionam as camadas aos sedimentos marinhos do início do Cretáceo. A datação é, nesse estágio, baseada no posicionamento geológico e no repertório paleontológico regional, não em métodos radiométricos diretos.

Como se estima o tamanho a partir de vértebras

Especialistas explicam que elementos vertebrais, quando comparáveis a séries conhecidas, funcionam como indicadores indiretos do comprimento total do animal. Medidas de diâmetro do centro vertebral e das superfícies articulares são correlacionadas com espécimes modernos e fósseis mais completos.

No caso australiano, as proporções observadas levaram à projeção de um comprimento máximo em torno de oito metros. Essa estimativa coloca o exemplar bem acima da média dos tubarões atuais, mas distante do megalodon, que viveu dezenas de milhões de anos depois.

Limitações e cautela científica

Há, contudo, cautela entre paleontólogos. A ausência de dentes, mandíbulas ou outros elementos cranianos dificulta atribuições precisas a nível de gênero ou espécie. As matérias consultadas ressaltam que descrições mais detalhadas e comparações métricas com coleções são necessárias.

Além disso, diferentes estudos usam metodologias variadas para converter parâmetros vertebrais em estimativas de comprimento, o que explica as diferenças entre reportagens e o grau de certeza atribuído ao achado.

Implicações para a evolução dos tubarões

A descoberta sugere que linhagens de tubarões de grande porte surgiram mais cedo do que indicavam registros anteriores. Se confirmada, a presença de um megapredador no início do Cretáceo amplia a janela temporal conhecida para a evolução de formas grandes entre elasmobrânquios.

Isso tem implicações ecológicas: tubarões de grande porte tendem a ocupar o topo da cadeia alimentar, influenciando estruturas de comunidades marinhas e interações com outros predadores, como répteis marinhos e peixes grandes.

Próximos passos da pesquisa

Equipes envolvidas indicam que os fósseis passarão por preparações laboratoriais, descrições detalhadas e comparações com coleções históricas. A publicação em periódicos revisados por pares deverá incluir: análises métricas, revisão filogenética provisória e, quando possível, aplicação de datação mais direta dos sedimentos.

Busca por materiais complementares no mesmo sítio é prioridade: dentes e fragmentos de mandíbula poderiam confirmar a taxonomia e oferecer métricas diretas mais confiáveis para estimativas de comprimento.

Contexto regional e interesse científico

Os sedimentos costeiros e marinhos australianos do Cretáceo são cada vez mais reconhecidos por abrigar vertebrados marinhos relevantes. A nova descoberta reforça a necessidade de prospecções em áreas menos exploradas e de cooperação internacional entre museus e universidades para comparar materiais.

Para a comunidade científica australiana e internacional, o achado motiva revisitas a coleções antigas: peças mal identificadas ou fragmentárias podem, com novas técnicas e perspectivas, alterar interpretações históricas sobre a fauna marinha do período.

O que já se sabe e o que ainda é hipótese

O que se pode afirmar com segurança, por ora, é que vértebras com morfologia compatível com tubarões grandes foram recuperadas de camadas atribuídas ao início do Cretáceo e que as estimativas indicam até oito metros de comprimento.

O que permanece hipótese é a atribuição taxonômica precisa e a estimativa final de tamanho, sujeitas a revisões com a descoberta de materiais adicionais e publicações científicas detalhadas.

Fontes

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Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

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